27.3.13

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24.7.11

43- Volta, como nos meus sonhos. Alçaremos uma ponte... ao encurtar a distancia, mataremos a saudade!

Oi, Meninas. Hoje vim falar da estória da Mª da Conceição Cardeal que escreveu pra nos contar sobre seu amor militar. Ela é de Teresina, Pi e é noiva de um sargento do EB. Esse amor já dura 9 anos e tem como fruto uma princesinha de 5 meses.


Li: _ Como se conheceram?
Através de amigos em comum, que passaram 6 meses tentando fazer a gente ficar junto...

Li: _ O que aprendeu durante esse tempo que estão junto com ele?
Aprendi a ser mais tolerante, a aceitar o outro do jeito que é e que independente de qualquer coisa, o amor tudo supera. Nesses 9 anos já passamos por vário momentos ruins e bons, sempre juntos.

Li: _ E o reverso?
Aprendeu a ser mais responsável, a valorizar a família e as pessoas que realmente querem o bem dele.

Li: _ O que seu amor, esse sentimento de “amor militar” modificou sua vida?
A superar limites e distâncias, apoiá-lo acima de tudo, e ser forte, mostrar-se forte, mesmo estando frágil por dentro.

Li: _ Falando nisso, qual o momento mais difícil que passou?
1º descobrir que estava grávida e passar a gravidez distante dele, e depois a morte do pai dele pouco antes de começar o curso, tive que dar força pra ele e me orgulhei pelo esforço que ele fez pra ter a carreira que sempre quis.

Li: _ Você teve apoio da sua família e da dele?
Sempre, das 2, afinal, temos uma pequena que precisa de todos...

Li: _ Vocês ficam distantes?
Desde o começo de 2010 nos vemos pouco. Mas nos falamos todos os dias (a não ser quando está no campo). Fiquei mal quando estava com 6 meses de gestação, fui vê-lo em Fortaleza, e tive que voltar e deixá-lo lá sozinho, depois quando a Mª Luisa (nossa bebê) nasceu e ele teve que ir super triste...O máximo que passamos sem nos ver foram 4 longos meses.

Li: _ Você é muito ciumenta?
Já fui MUITO ciumenta, mas depois de um tempo a gente amadurece e aprende a confiar, a acreditar na relação e no sentimento do outro. Não ligo e nem escuto o que as pessoas falam, sou feliz e isso me basta...

Li: _ Você pensa o que sobre as transferências? Sobre as implicações em sua carreira...?
A minha única preocupação com as transferências é ir pra um lugar que seja bom pra nossa filha e que seja um lugar que eu possa continuar estudando. Quero voltar a trabalhar, mas só quando minha filha estiver um pouco maior. Conheci-o com 17 anos, acompanhei o início desse sonho que começou quando ele serviu com 18 anos, desde então, esse é o sonho dele. Então, tive que apoiar... e me preparar para as mudanças não só na vida dele, mas também na minha. Ele passou no concurso no último ano que poderia fazer, depois de quase desistir, mas não o fez por ter sempre meu apoio e até ajuda pra estudar...

Li: _ A distância fortalece a união ou desgasta?
Com certeza fortalece, se for verdadeira... A gente fica mais feliz por estar junto, conversa mais sobre tudo e dá valor a cada detalhe do outro.
...e há quem diga que a distância atrapalha e que por causa dela o amor não existe, mais é por causa da distância que os beijos começam a ser sonhados e os abraços tão desejados. Os encontros tornam-se desejos. O coração passa a ser um só. A solidão pode até bater em sua porta, uma ou duas vezes. Mas a certeza de ter um ao outro, acaba com QUALQUER solidão. Os planos começam a ser feitos com a certeza de que serão cumpridos...

Li: _ O que acha da carreira dele? Preferia que tivesse outra?
Não o imagino fazendo outra coisa... Acho lindo o amor que ele tem pelo que faz, queria eu achar algo pra me apaixonar assim...

Li: _ O momento mais emocionante e memorável com ele? Conte-nos os detalhes.
Sem dúvida o nascimento da nossa filha... ela nasceu antes do previsto, então ele não estava junto, tive que mandar um documento da maternidade pro quartel pra ele poder ser liberado, mas só saiu no fim do dia seguinte,chegou somente de manhã, indo direto pra maternidade, foi emocionante ver a cara de emoção dele quando viu a filha pela primeira vez, vendo se estava tudo bem comigo e com ela.

Li: _ Uma frase que resuma o amor de vocês?
“Deus mudou o teu caminho até juntares com o meu e guardou a tua vida separando-a para mim. Para onde fores, irei; onde tu repousares, repousarei. Teu Deus será o meu Deus. Teu caminho o meu será.”

Li: _ Uma música tema que lembre vocês.
São várias... rsrsrs mas nesse momento, esta:
Te tenho com a certeza
De que você pode ir
Te amo com a certeza
De que irá voltar

Pra gente ser feliz
Você surgiu e juntos
Conseguimos ir mais longe
Você dividiu comigo a sua história

E me ajudou a construir a minha
Hoje mais do que nunca somos dois
A nossa liberdade é o que nos prende

Viva todo o seu mundo
Sinta toda liberdade
E quando a hora chegar, volta...
Que nosso amor está acima das coisas desse mundo
Vai dizer que o tempo

Não parou naquele momento
Eu espero por você
O tempo que for
Pra ficarmos juntos
Mais uma vez..."

Mais Uma Vez (Jota Quest)

Li: _ Algum filme que você goste e que lembre vocês?
O Diário de uma Paixão e Um Amor pra Recordar...

Li: _ Deixe um recado de esperança, de fé e de força para aquelas que vão ler sua entrevista.

Que toda a espera, a saudade e cada lágrima derramada, possa me transformar numa pessoa melhor, mais tolerável, mais amiga, mais amante. Que cada partida seja esquecida, tão logo você retorne pros meus braços, pro meu coração. Meu corpo sente falta do seu, meu coração chama por você, pede forças e deseja que você esteja bem, que volte pra acalmá-lo e que tão cedo não precise ver você partir novamente.

“Volta, como nos meus sonhos. Alçaremos uma ponte... ao encurtar a distancia, mataremos a saudade!... ♥”

42- "O verdadeiro amor tudo tudo espera, tudo suporta. Basta acreditar e confiar sempre".


Oi, Meninas. Quem vai falar pra gente sua estória é a Grazi, que trabalha na administração de um Hotel, em Goiás e estuda direito. Ela namora um soldado do EB e vai contar como tudo aconteceu bem ali abaixo do nariz, e vão ver como o mundo é pequeno, do tamanho da cabeça de um alfinete!

Li: _Oi, Grazi. Como você e seu amor se conheceram?

Eu tenho uma amiga que por coincidência é namorada de militar também. (Ela não está sendo muito feliz porque sua família diz preferi-la sozinha que com um militar.) Ela tem duas irmãs, uma delas não era muito chegada a mim, mas a outra falava da vida dela, etc.

Eu estava a ponto de terminar um relacionamento de 1 ano e meio, que estava a se desgastar com vários problemas. Foi quando a irmã dessa minha amiga começou a contar que estava namorando novamente, falava muito bem do namorado, que era boa pessoa, legal, bonito e tal.

Me pareceu que eles estavam se dando bem, no entanto, uma semana após ela ter falado do tal relacionamento maravilhoso, me contou que ainda gostava do ex namorado, e que havia terminado com aquele então misterioso rapaz que eu nem cheguei a conhecer.

Eu malhava em uma academia perto de casa, fazia um bom tempo, mas não tinha muitas amizades, não sei se por falta de interesse da minha parte, se por receio, ou qualquer outra coisa, afinal, eu tinha um namorado ciumento demais.Terminei o namoro no último dia do ano, poucas horas antes da festa da virada, dia 31/12/2010.

Passei a festa da virada com familiares, cheguei em casa muito triste, fiz uma oração pedindo a Deus que colocasse uma pessoa boa em minha vida, que me fizesse realmente feliz, acho que é só esse o desejo de qualquer pessoa.

No outro dia levantei cedo, determinada a entrar no meu orkut e tirar qualquer vestígio que apontasse que meu ex tivesse existido em minha vida. Assim o fiz. Sempre que entramos no orkut, aparece o perfil de várias pessoas com a seguinte pergunta: Fulano pode ser seu conhecido, deseja adicioná-lo como amigo? Então entrei lá e adicionei um monte de pessoas que nunca vi na vida, afinal, se eu queria mudar minha vida, teria que conhecer novas pessoas, ter novos amigos, quem sabe uma nova vida.

Um pouco mais tarde, mais ou menos no horário do almoço entrei novamente no orkut e lá estavam várias pessoas que me aceitaram como amigos, o que me deu uma sensação de que eu não estava tão sozinha quanto pensava, e lá naquela página de scraps, que eu sempre apagava, tinha um único Feliz Ano Novo de um rapaz que eu tinha adicionado, me desejando felicidades no ano que estava iniciando.

Logo entrei no perfil para ver mais sobre ele, e lá tinha o seu MSN, pensei, acho que ele não ia se chatear se eu o adicionasse para agradecer o único Feliz ano novo que recebi. Não pensei muito, adicionei. Logo conversou comigo, agradeci o feliz ano novo e ele gostou de falar comigo.

No meio da conversa, descobrimos que ele era meu vizinho, que morava na rua de baixo, rimos muito, afinal, nunca o tinha visto, e, para piorar, ele malhava no mesmo lugar que eu, mas nunca reparei nele lá, nem ele em mim.

Logo ele olhou os amigos em comum e perguntou se eu conhecia a tal irmã da minha amiga a qual me referi no início, respondi que sim, conhecia. E foi assim que descobrimos que ele era nada mais que o ex da tal menina, aquele rapaz misterioso de quem tanto ouvi falar, mas que até então não tive a oportunidade de conhecer.

O mundo realmente é pequeno. Ele perguntou se podíamos nos encontrar, pensei bem e aceitei. Quando chegamos ao local marcado, dei um abraço nele. Eera muito mais que eu esperava, confesso que me deu vontade de ficar lá abraçada com ele, porque estava tão cheiroso - até hoje lembro do cheiro dele.

Nós conversamos muito sobre várias coisas, perdemos a hora, quando vimos o relógio já marcava 1 e meia da manhã, ele suspirou, olhou em meus olhos como alguém que está indeciso sobre o que faz, e disse que tem que ir embora, pois já era tarde.

Nos despedimos, ele me abraçou novamente, e aquele mesmo cheiro tomou conta de mim. Fui embora com uma sensação estranha, que queria ficar mais um pouco perto daquele anjo. No outro dia ele me liga pedindo pra se encontrar comigo novamente, eu aceito o pedido. Nos encontramos em uma praça meio afastada do centro da cidade, bem sossegada. Quando chegamos lá caminhamos em direção a um banco para nos sentarmos, mas antes que eu pensasse em qual daqueles banquinhos eu sentaria, ele me tomou pelas mãos meus rosto e me beijou. Tive vontade de eternizar aquele momento.

Desde este dia nos encontramos várias vezes, e foi inevitável, estávamos apaixonados. Mas quando a felicidade é demais, a gente desconfia. Eu já tinha programado uma viagem a Fortaleza com minha mãe e minha irmã, quando fui me despedir dele, ele me disse que iria servir o Exército em uma cidade a 100 km de onde moramos, e que me amava muito, que não queria ter se apaixonado porque teria que ir pra lá, mas que não conseguiu cumprir com o que tinha preparado mentalmente para quando fosse pra lá, estar sozinho, livre, desimpedido, jamais apaixonado.

Choramos juntos porque eu ficaria quase 30 dias sem vê-lo. Mas ele disse que quando voltasse da viagem, queria muito me encontrar, que ia sentir saudades.

Desde então vivemos de idas e vindas, e todas as vezes que ele vai para aquele quartel, parece que vai parte de mim junto. No início sofri muito, as primeiras semanas foram horríveis, perdi peso, dei febre, não dormia nem me alimentava direito. Mas com o passar dos dias fui me acostumando, pensando sempre nas vezes que ele me ligava e falava: Te Amo Muito minha princesa...Meu amor já pertence a você, espere que eu volto, meu Amor, sinto tanto sua falta.
Eu tinha certeza que o amor era recíproco, pois ele estava sofrendo tanto quanto eu. Quando ele foi pra lá tinha certeza que queria seguir a carreira militar, afinal, todos os Testes Físicos Militares que ele fez foram excelentes. Agora, meses depois, ele está indeciso se quer ou não seguir essa vida, mas eu sei que no fundo ele ama o exército, tanto quanto me ama, e não o desencorajo de seguir em frente. Sempre digo a ele: Seja qual for sua escolha, estarei sempre ao seu lado. Apesar das diferenças, que ele é 7 anos mais novo, eu o amo muito. Com ele aprendi muitas coisas que em anos de relacionamento não chegou nem perto de eu aprender.
Companheirismo acima de tudo, confiança e fidelidade. Ele me completa.

Li: _O que aprendeu durante esse tempo que está junto com ele?

Me ensinou que o verdadeiro amor sobrevive a tardes de chuva sozinha, a noites de frio sem o abraço acolhedor dele ao meu lado, e que apenas um "Eu Te Amo" pelo telefone é capaz de me fazer esperá-lo por toda vida se for necessário. Antes um amor verdadeiro distante que um falso amor constante.

Li: _E o reverso? Em que acha que ele modificou estando e convivendo contigo?

Ele me fala várias vezes, como eu mudei a vida dele. Ele nunca foi de acreditar em amor, em se apaixonar, ficar de conversinha com ninguém pra lá e pra cá no celular. Ele diz que mudei ele por completo, que a melhor coisa que tem é saber que lá fora, mesmo que meio distante, tem alguém esperando por ele, que o ama de verdade, o que dá forças e coragem para seguir sua missão.

Li: _O que seu amor, esse sentimento de “amor militar” modificou sua vida?

Eu era muito presa a conceitos de que amor a distancia não dava certo, que nunca daria certo, mas nunca me imaginei em uma situação semelhante a esta. Pude me conhecer mais, organizar mais minha vida, descobri coisas sobre mim que eu podia melhorar, fiquei mais amorosa e compreensiva com todos a minha volta, não sei se por ter que arrancar forças para esperar por ele ou por ter passado a dedicar um pouco mais de tempo a mim mesma, mas mudou muito minha vida para melhor. A parte ruim é só a saudade, mas os reencontros nos fazem parecer crianças, é compensativo.

Li: _Você tem apoio dos amigos? Lembra de alguma cena, história de apoio de alguém em algum momento difícil?

Sim. Graças a Deus tenho duas amigas que como eu estão vivendo um Amor Militar, e sabem tanto quanto eu o que dói uma saudade. É com elas que eu compartilho minhas tristezas, receios e elas me encorajam e me dão forças, assim como dou a elas.

Li: _Falando nisso, qual o momento mais difícil que passou?

Ele me ligou uma tarde em que tinha ficado de serviço no outro dia cedinho, então nem tinha como ele vir, e estava muito triste e com uma voz de choro ao telefone, queria poder consolá-lo fazer alguma coisa, mas nada podia. Peguei meu carro abasteci no cartão da minha mãe, (porque não estava podendo gastar naquele mÊs), e fui ao encontro dele na outra cidade, foram duas horas na estrada que estava muito ruim, até eu chegar aos braços do meu amado. Mas quando eu o abracei, ele disse que me amava muito, que não ia agüentar de saudades se não me visse, e sentiu naquele dia que eu faria qualquer coisa para poder estar sempre ao lado dele.

Li: _Você teve apoio da sua família e da dele?

Sim. Da família dele, a mãe dele sempre que pode me liga, falando das coisas que conversou com ele, e que também sente muita falta dele perto de nós.

Li: _Vocês ficam distantes? Com você lida com essa distância? Você já ficou muito mal, ou doente por causa disso? Qual o tempo máximo que ficou sem vê-lo...?

A distância não é muita, mas o suficiente para afastá-lo de estar sempre perto de mim. Ficamos mais separados que juntos. Tem dias que é difícil, bate aquela carência de um abraço dele, um carinho que só ele faz, mas eu me mantenho e lembro das coisas que ele me fala, leio cartas que ele escreveu pra mim, depoimentos. Nunca fiquei tanto tempo sem vê-lo, mas ele está para ser mandado para uma missão no Rio de Janeiro, a qual terei que ficar 90 dias sem vê - lo. Não sei como vou enfrentar essas situações, mas tenho muito medo de as coisas pesarem lá e acontecer algo com ele, sem ele, não sei que rumo eu tomaria, não me imagino sem ele mais.

Li: _Você é muito ciumenta? Liga para o que as pessoas falam sobre a dificuldade de se confiar em alguém que está longe?

Não ligo para o que as pessoas falam. As vezes bate uma insegurança, mas sempre ele me liga e diz o quanto me ama, e que mesmo quando ele não puder se comunicar, pra eu não esquecer que ele me ama muito, que sou o amor da vida dele.

Li: _Você pensa o que sobre as transferências? Sobre as implicações em sua carreira...?

Já conversamos sobre ele seguir carreira. Se for seguir, e tiver que ir para longe, mas já prometi pra ele que seja lá onde for, estarei sempre com ele.

Li: _ A distância fortalece a união ou desgasta?

Fortalece, mas causa sofrimento e isso as vezes desgasta.

Li: _O que acha da carreira dele? Preferia que tivesse outra?

Sinceramente. Tenho orgulho dele pela escolha que ele fez, já que quando ele foi se inscrever ele foi voluntariamente. Se ele escolher ter outra carreira, já é uma coisa que só cabe a ele. As vezes me divido em querer que ele tivesse outra vida, quando bate a saudade, mas por outro lado, tenho orgulho dele servir ao nosso país, ter coragem de estar onde está que é muito sacrificante, deixar a família, namorada, tudo para trás, para seguir esse propósito.

Li: _O momento mais emocionante e memorável com ele? Conte-nos os detalhes.

Quando ele se formou soldado, eu fui a formatura dele. Fiquei muito orgulhosa de vê-lo a frente do pelotão cantando alto, todo sério, fardado, foi a primeira vez que eu o vi de farda. Acho que naquele dia eu me apaixonei novamente.

Li: _Uma frase que resuma o amor de vocês?

Essa frase ele sempre me fala no telefone: "Separados pela distância, unidos pelo Amor".

Li: _Uma música tema que lembre vocês.

Sexto Sentido - João Bosco e Vinícius

Li: _Algum filme que você goste e que lembre vocês?

Ex Man - Assistimos no cinema, mas ele passou boa parte do filme me fazendo um carinho e me olhando nos olhos, e falando no meu ouvido o quanto estava feliz ao meu lado e que me ama muito.

Li: _Deixe um recado de esperança, de fé e de força para aquelas que vão ler sua entrevista.

"O verdadeiro amor tudo tudo espera, tudo suporta. Basta acreditar e confiar sempre".

20.3.11

41 Eu espero por você o tempo que for para ficarmos juntos mais uma vez

Camilinha, você tá aqui hoje pra contar sua história e pensamentos, rs, bem como me falou. Meu começo foi parecido com o seu, resistindo e cedendo. Ops, vou deixar você contar:

Em julho/09 eu misteriosamente comecei a malhar (sempre fui super sedentária), depois de uma longa semana de academia eu chego para malhar e o dono da academia (pai dele) vem logo na minha direção dizendo:
- Oi nega, você já conheceu meu filho??

Eu super desatenta: - E você tem filho?

- Tenho sim, o mais velho mora no RJ é cadete da AMAN e ta aqui de férias.
(Eu penso deve ser um gato, mas com certeza vai me dar muito trabalho. Fui para o meu sofrimento. rsrsrs)

Daqui a pouco o pai dele me chama de novo e eu achando que era pra ir pra alguma maquina, que nada, era pra apresentar ele! Meu Deus e como ele estava lindo e eu horrorosa, sem brinco, cara limpa, roupa de academia. Foi uma sensação totalmente diferente, ele me olhou bem nos olhos e sorriu, eu sorri, constrangida, de volta não sabia o que fazer com aqueles olhos atentos parados sobre mim. Graças a Deus ele já estava de saída, vários amigos e "amigas" esperando por ele, eu resignada volto para o meu doce suplicio, pensando nele é claro. Acontece que eu sabia que não podia ficar perto dele havia me interessado demais e ele não era o tipo de homem que eu queria pra mim, por vários motivos: 1 ser militar, aqui no nordeste militar tem fama de ser mulherengo, machista e grosseiro; 2 ele é lindo e cheio de meninas correndo atrás; 3 não queria nada serio com ninguém, e eu não entro em relacionamentos que eu não tenho perspectiva. Me conhecendo bem sabia que a melhor opção era me manter longe.

No dia seguinte ele vai malhar no meu horário, e eu não vou!

No 3° dia eu vou malhar quando chego ele já estava de saída, mas vem falar comigo, saber onde moro, se vou embora sozinha, se tenho namorado... Na época eu ficava com um carinha, já fazia um tempo, mas não era nada serio. Depois de uma pausa para pensar - enquanto fico vermeeeelha, entre sorrisos - eu respondo que não.
No 4º dia (sexta feira) vou malhar mais tarde, com medo de encontrá-lo e cair na tentação. Dá certo, quando chego ele já tem saído, mas o pai dele vem falar comigo, pedir o numero do meu celular pra ele, eu muito desconfiada achando que era o pai querendo dar uma de cupido respondo assim:

- Ah num dá certo não.. Esse negócio de militar que mora fora, vem pra cá de férias só quer c... as meninas e ir embora e comigo isso num dá certo não.
Ele teve uma crise de riso e foi pegar um papel pra anotar, eu fujo pela tangente e vou embora.

Na segunda quando chego na academia o pai dele já vem me informando que ele já havia ido embora, e pede para eu adiciona-los no orkut e msn! Assim eu faço e começamos a conversar pelo msn, nos conhecer melhor e descobrir muitas afinidades. Apesar do encantamento dos dois sabíamos que um relacionamento entre nós necessitaria de muito esforço de ambas as partes, portanto combinamos que seriamos só amigos, ele não queria nada serio, e eu ainda estava enrolada. Bem pelo menos foi isso que ele me deixou acreditando, o fato é que dessa forma ele conseguiu me manter de guarda baixa para conhecê-lo melhor, continuamos a conversar e cada dia mais víamos afinidades. Fizemos vários planos para nossos programas como amigos, cinema, barzinho, praia...

Em outubro ele vem passar o feriado do dia 12 aqui, e eu quase viajo pro Rio Grande do Norte com uma amiga, ele quase morre, posteriormente eu vim, a saber, que o maior motivo da viagem era eu.

Bem ele chegava na sexta e deveríamos ir a praia no sábado, porém mais uma vez eu fujo dele e vou com uma amiga. Ele me liga no fim da tarde e pergunta se pode vir na minha casa à noite, eu digo que sim, afinal não poderia fugir dele pra sempre. Ele vem, conversamos e depois de muita resistência e de um cheiro no pescoço que causou arrepio pelos próximos 35 anos eu acabo ficando com ele, mas ainda não me dou por vencida, afinal ele não mora aqui, relacionamento difícil, e bla bla bla bla... eu não podia perder o foco.

No dia seguinte marcamos uma praia que depois de muita resistência eu vou, ficamos mais uma vez, ele me deixa em casa pra eu me arrumar para um cinema. Lá vamos nós, o celular dele não parava de tocar, e eu cá com meus pensamentos "realmente não daria certo, solicitado demais esse rapaz" tudo conversado e combinado: NAO PODEMOS NOS APAIXONAR! era o q ficávamos repetindo... Eu falo pra ele que o nosso cérebro não registra o "Não", que primeiro ele identifica a outra parte da mensagem e só depois que ele registra a negação, portanto o que ele estava entendendo era "PODEMOS NOS APAIXONAR", rimos juntos, andamos de mãos dadas, tudo estava tão maravilhoso.... fomos "Namoradinhos de um dia", depois do cinema fomos pra casa dele, conversamos muito sobre sentimento, carreira, sonhos e ele me encantava muito mais a cada minuto. A cena perfeita, nós dois em uma varanda, deitados numa rede, ele tocando musicas lindas num violão e o meu coração que ele roubou naquele dia. Mas o sonho acabava logo, e ele me deixa em casa as 4 da manha, o vôo era as 6 de volta para a bendita AMAN.

E resistente eu ainda tentava me convencer que não podia me apaixonar, mas já era tarde meu coração foi com ele as 06 da manha de 12/10/09.

Na mesma semana termino de vez o que já não existia com meu então ficante, e passo a esperar pela volta dele, sem promessas e sem cobranças. No dia 01 de dezembro ele chega e no dia 03 me entrega o Espadin pra eu poder desembainhar (você deve conhecer a lenda), na ponta do Espadin tinha um papel grudado com uma frase "quer namorar comigo gatinha?" depois de um sim entre muitos sorrisos e lagrimas estamos oficialmente namorando!

Li: A lenda! Hahhaha. Meu deus, quanto tempo. Parece que to me vendo agora sentada na casa do meu namorado e ele me mostra o espadim (uma minuatura que tinha na estante.). Ai o irmão fala da lenda. Eu pergunto: que lenda? Ele olha pra cara dele e os dois riem. Ok, eu vou ficar aqui bancando a idiota, penso. Mas, ele muito envergonhado conta o que é. Eu adoro, né? Já imaginou a vida de uma escritora sem esses detalhes de livro na vida? Mara!!! Mas, continua:

Antes de namorar com ele eu sempre fui muito teimosa e costumava ter nas minhas mãos o “domínio da relação”, nunca me envolvia o suficiente para sofrer e portanto para ser feliz. Ele me ensinou que não existem regras para se gostar de alguém, não é a cor, a idade, a distancia que vão deixar ou não a gente se apaixonar, que isso acontece independente do que a gente acha que é o certo. Que numa relação ninguém tem que amar mais, e que os dois têm que confiar muito em si e no outro. Me ensinou também que para a relação dar certo um tem que apoiar o outro, e que nas brigas um tem que ficar com a cabeça fria, mesmo que seja ele a estar certo, e que quando se percebe que errou é mais que um dever pedir desculpas.

Li: E os amigos?

No feriado de corpus christi fui para Resende, foram dias maravilhosos, mas cada vez a despedida e mais difícil. Na volta entrei no ônibus chorando muito, aqueles choros que te fazem soluçar, uma moça super simpática perguntou se eu precisava de alguma coisa, me ofereceu chocolate e foi conversando a viagem inteira comigo, contando que ela também namorava a distancia e que aos poucos eu me acostumaria com as despedidas, ela foi um anjo pra mim nesse dia.

Li: Você teve apoio da sua família e da dele?

Graças a Deus as duas famílias apóiam o relacionamento, os pais dele são maravilhosos e sempre que tem um feriado tentam trazer ele pra Fortaleza, isso nos ajuda muito.

Li: Vocês ficam distantes?

Ele tem a incrível capacidade se fazer presente mesmo na ausência, mesmo sendo difícil, nos falamos todos os dias, alguns dias mais de uma vez, apesar de morarmos tão longe um do outro ele é a pessoa que mais conhece a minha vida e que é mais presente.

Normalmente lido bem, mas tem dias que tudo é mais difícil e dá aquela vontade sufocante de chorar, mas eu sei que tenho que ser forte e que isso vai passar.

No final das férias, a primeira que passamos juntos fique doente sim tive febre quando ele foi embora e o maior tempo que ficamos ser nos ver foi do final das férias até o feriado de Tiradentes em 21 de abril, ou seja, 2 meses e oito dias.

Li: Você é muito ciumenta?

Antes dele eu nunca havia sido ciumenta, com ele eu sou, mas não muito. Como ele sempre diz na medida certa para ele se sentir amado. Quanto ao que as outras pessoas pensam, eu não ligo, elas não chegam nem a me falar, sabem que tenho personalidade forte e tenho minhas convicções, além do fato que ele me deixa segura, sei que posso confiar nele e isso faz toda a diferença.

Li: Você pensa o que sobre as transferências?

Eu penso que será legal conhecer muitos lugares, acredito que quando pensar em ter filhos e que teremos que espaçar mais as transferências. Eu estou fazendo faculdade de administração e penso em tentar entrar para a ESAEX, assim nossos problemas ficam resolvidos.

Li: A distância fortalece a união ou desgasta?

No nosso caso ela fortalece muito, aprendemos muito com ela a nos respeitar, a medir as palavras e pensar no outro. Todos os dias pomos a prova nossos sentimentos e passamos pelas dificuldades mais unidos.

Li: O que acha da carreira dele?

Eu adoro, acho lindo a determinação e a força de vontade dele. Seria egoísmo meu querer algo diferente, sei que ele ama o que faz. Tenho muito orgulho do que ele faz e de quem ele é, e acredito que a formação militar só veio reforçar os valores que ele já possuía.

Li: Uma frase que resuma o amor de vocês?

“Eu espero por você o tempo que for para ficarmos juntos mais uma vez.”

Li: Uma música tema que lembre vocês.

Nossa tem tantas, mas uma que meche muito com o os dois é Mais uma vez do Jota Quest

Li: Algum filme que você goste e que lembre vocês?

O filme não lembra exatamente nós dois, mas foi o primeiro que assistimos juntos e acho que ele sempre será parte da nossa historia. A verdade nua e crua, nos divertimos muito com esse filme.

Li: Deixo você terminar com um último recadinho:

Ter um amor militar requer muita dedicação da parte dos dois, mas traz tanta coisa boa. Só namorando um militar você vai ter um homem de verdade que dá valor a família, a casa, aos amigos, aos momentos que está com você, a coisas simples que você mesma não valoriza, como ter seu quarto, sua privacidade. É manter-se apaixonada por muito mais tempo. É sofrer em cada despedida, mas os reencontros são tão intensos que recompensam qualquer coisa, qualquer distancia. É preciso ser realmente uma guerreira e vencer as batalhas que a distancia, o ciúme, e a insegurança te impõem. Mas, se você conseguir, verá como é maravilhoso ter alguém ao seu lado que valoriza sua luta, que conhece todos os seus defeitos e te ama como você é.

40: Deixe que seu coração decida

Olha a Li aqui again, trazendo hoje pro papo a gauchinha Stephanie, lá de POA. Conta pra gente, como foi desde que conheceu o seu namorado, cadete da Aman:

Stephanie:
Eu estava no meu antigo serviço, quando eu entrei escondidinha do chefe no orkut, naquela época, eu ainda deixava as visualizações de perfil ativas, e vi um nome de rapaz que eu não conhecia.Eu entrei no perfil dele e logo fui olhar as fotos, vi que usava um uniforme que parecia ser militar, tão linda, e eu, como sou louca pelas forças armadas, desde pequenininhas querendo ser oficial, vi aquele uniforme diferente e não reconheci. Logo lhe deixei um recado dizendo que meu nome era Stephanie e que eu também queria ser militar, e perguntei do era aquela farda misteriosa azul clara com branco e se eu conhecia ele.
No dia seguinte ele respondeu rindo, oi eu não sou militar não, mas quero ser, aquele era o uniforme do meu colégio que é da brigada militar, e eu achei que você fosse uma colega minha.No dia seguinte, morrendo de vergonha sobre a gafe do uniforme dele me chamei de idiota por recado. Eu comentei que eu trabalhava perto da minha casa e que então eu voltava todo dia apé por uma rua, que por coincidência do destino era a rua em que ele morava, mas nunca que eu tinha visto, comentei o horário em que eu passava ali todos os dias, e desde então ele descia exatamente no horário em que eu passava para levar o cachorrinho dele pra passear, passou-se alguns dias e ele ficava me esperando na esquina com o cachorrinho, acompanhava-me ate um certo ponto. Então começamos a conversar e decidimos trocar msn, conversamos por aproximadamente duas semanas por msn, nessas duas semanas a gente trocou os telefones e nos mandávamos mensagens, ficamos bem amigos em apenas duas semanas.E eu já estava gostando dele.Decidi convida-lo para tomar um chimarrão, isso que eu nem sabia que ele não gostava.Nos conhecemos pessoalmente no dia 18/02/2008, jogamos vôlei e conversamos.
Até que tomei coragem e falei que eu iria no banco no dia seguinte e se ele queria ir comigo, ele topou na hora (uma observação: eu tinha um amigo em comum no orkut dele, e perguntei se ele era uma pessoa boa pra esse meu amigo, e ele me deu sinal positivo), ele me deu um beijo no rosto e pegamos o ônibus.

Chegando no banco eu irritada com a porta giratória, que sempre me travava por causa da minha bolsa, fiz algo que nem eu acreditei depois, eu disse, amigo fica com a minha bolsa aqui fora enquanto eu resolvo lá dentro? Ele disse sim, entrei no banco e só daí que me caiu a ficha, meu Deus! Minha vida esta naquela bolsa, e deixei com ele lá fora, quem eu conheço pessoalmente há um dia, o meu salário inteirinho, meus cartões, identidade, cpf, chave de casa, sem falar da minha bolsa caríssima que me custou 280,00 reais, a única coisa que eu pedia para Deus naquele momento, era que eu não tivesse me enganado tanto com ele, eu olhava para fora algumas vezes pra ver se ele ainda continuava lá, então agora era esperar pra ver o que ocorria.

Sai do banco e lá estava ele quietinho, me esperando com minha bolsa na mão.Fiquei mega feliz, foi quando ele perguntou se eu queria tomar um sorvete e eu disse que sim porque amava sorvete, fomos no shopping, conversamos e tomamos sorvete.Fomos embora e voltamos a nossa rotina, ele me esperava todos os dias na esquina com o cachorrinho, muito fofo.

Chegou um dia em que ele me convidou para ir ao cinema, mas eu disse q eu não tinha mais dinheiro, que meu salário já tinha ido todinho embora, mas ele falou eu convidei eu pago, fiquei meio receosa, mas aceitei.Agora o difícil seria explicar pros meus pais como que eu iria sair com um rapaz que pessoalmente só vi algumas vezes? Bom contei toda a verdade pra minha mãe, disse que eu estava gostando muito dele, mas que eu não pretendia ficar com ele nessa nossa saída.Então ela deixou, para o meu pai contamos que eu fui ao cinema com uma amiga que eles conheciam desde pequena.
Fomos, assistimos ao filme que eu nunca esqueço, vestida para casar.Foi perfeito, tomamos um sorvete e fomos passear em uma praça muito linda, sentamos em um banco embaixo de uma arvore, foi quando ele me disse que estava gostando muito de mim, que me achava linda, a melhor pessoa do mundo e pediu para ficar comigo.Eu disse que não, falei tudo o que tava sentindo, que estava gostando demais dele, gostando mesmo, que eu tava muito apaixonada, só que eu achava que aquele não era o momento, porque eu gosto das coisas naturais, tipo de filme, não um apenas você quer ficar comigo. Vi no rosto dele que ele ficou envergonhado pelo não que eu dei, mas vi também uma felicidade nos olhos quando lhe falei de tudo o que sentia por ele.

Isso foi em um sábado, na segunda-feira ele me mandou uma mensagem dizendo que estava no portão do meu colégio me esperando porque queria me dizer algo.
Eu desci da aula mais cedo eu fui correndo para esse portão (que estava fechado), era ele do lado de fora e eu no de dentro. Ele me falou muitas coisas lindas, tudo o que estava sentindo e me pediu em namoro, eu fiquei muito feliz, e perguntei você tem certeza??A gente nem ficou, daí ele disse que isso era apenas um detalhe, mas que queria muito me namorar e que não importava se ainda não tinha me beijado pois ele tinha certeza de que seria perfeito.Ficamos assim estávamos namorando sem se quer dar um selinho. No fim desta mesma tarde estava ele lá, mais uma vez me esperando na esquina com o cachorrinho, eu já envergonhada, pois agora ele era meu namorado, como eu agiria? Bom eu dei um beijo no rosto dele, fomos caminhando até a altura em que ele me acompanhava e nas despedida me tascou um beijão, amigas, foi perfeito.
Desde então, do dia 10/06/2008 estamos namorando firme e forte superando tudo e essa bendita distancia.

Li: Oi, alô? Eu? Calma, deixa eu acordar? Estava vendo a novela toda. Meu Deus, adoro boas descrições?!!! E como foi tudo depois?

Stephanie:

Aprendi que a distancia é apenas uma fase a ser completada, que o amor supera tudo quando se é verdadeiro, o amor me deixou mais madura, mas confiante em mim mesma, me ensinou o que é amar e ser amada.

Li: E ele?

Acho que ele ficou mais decidido nas opiniões, amadureceu, aprendeu a diferenciar exército da vida pessoal, levou algum tempo mas aprendeu.

Li: Momento mais difícil?

Com certeza quando ele foi para a Espcex, ele não estava na lista da primeira convocação, apensávamos que ele não iria mais, só que acharam ele na segunda chamada e em 48h ele tinha que estar se apresentado, foi horrível, nos víamos todos os dias, para agora passarmos meses e meses distantes. Ficamos quase 90 dias direto sem nos vermos, foi horrível, fiquei mal, chorava todos os dias, e pensava muito se iria dar certo.

Li: _Você é muito ciumenta?

Stephanie:
Sou ciumenta, mas sei me controlar, e não ligo nenhum pouco para o que dizem não, eu confio e isso que me importa.

Li: _ Você pensa o que sobre as transferências? Sobre as implicações em sua carreira...?

Stephanie:
_Ah! Se você o conheceu antes dele começar a carreira dele, como foi esse processo para sua cabeça? Você apoiou? Gostou....
Acho um meio interessante de conhecer novos lugares, mas ficar longe da família é o pior, não gostaria de ir pra fronteira nunca, conheci ele antes da carreira sim, apoiei totalmente, era o sonho dele, assim como tenho os meus, sei que ele também me apoiara

Li: _E a distância?

Stephanie:
Fortalece e muito, pois a cada reencontro é como se fosse o primeiro.

Li: _O que acha da carreira dele?

Stephanie:
Acho uma carreira bela.

Li: -Frase?

Stephanie:
Nos amamos além do amar

Li: -Música?

Stephanie:
Pra sempre minha vida, do Grupo tradição

Li: _Um filme?

Stephanie:
Algum filme que você goste e que lembre vocês? Sete vidas

Li: Últimas palavras?

Nunca deixem que alguém diga a vocês o caminho a escolher, o coração é quem deve decidir, para seres feliz.
A saudade um dia acaba, os sonhos, os momentos prazerosos chegam e vocÊ desfrutara lindamente tudo isso.
Meu amor esta quase indo para o segundo ano de aman e já o sinto como se estivesse acabando.
Força a todas vocês.

39. Nosso namoro parece filme americano.

Oi, Girls!
Quanto tempo mesmooo, hen? Dessa vez, quem vai sentar aqui e contar tudo é a Tita, que mora no Rio e namora um marinheiro. Tita, como se encontraram?

Tita:
Costumo dizer que o inicio do nosso namoro é o típico namoro de filme americano.
Quando terminei o primeiro grau meus pais resolveram me matricular em uma colégio particular , em meu primeiro dia de aula estava com algumas amigas e elas me mostraram um grupo de rapazes no outro lado da quadra da escola , eles cursavam o terceiro ano , naquele meio havia um rapaz moreno muito sorridente , foi só nele que reparei.
Comentei com minha amigas que ele era bonito e tals e ainda disse a elas que nem tinha chances. Porém não me fixei muito no rapaz por estar em relacionamento já desgastado, mais ainda me seguia no fixo de não me atrair, porém ele sim me atraiu , mexeu comigo de algum modo.
Meu amigo de escola vendo o fim do meu antigo relacionamento me disse que tinha uma amigo que parecia muito com ele , tínhamos tudo haver como dizia ele.
Certo dia meu amigo no MSN me pergunta se eu queria conhecer o tal garoto, porém eu com curiosidade comecei a fazer perguntas de como era o tal menino de quem ele tanto falava.
Quando meu amigo começou a descrevê-lo para minha surpresa o tal amigo do meu amigo era o meu amor , o menino do sorriso mais lindo que eu já tinha visto. Nesse meio tempo meu amigo deu meu MSN para ele.
Lembro-me de que quando apareceu em meu computador o alerta de nova amizade ele minha mão começou a suar , fiquei muito nervosa. Porém boba nem nada logo me certifiquei de ir conversar com ele, começamos a falar do que gostávamos e não gostávamos, nos identificamos muito. Ele todo saidinho ficava dando em cima de mim, porém ele era o menino mais famoso do meu colégio e logo surgiram boatos e fofoquinhas de pessoas falando que ele era isso e aquilo.
No inicio confesso que fiquei com medo de engatar em um relacionamento , mais como amigo ele era tão fofo. Cada dia mais eu esperava pelo primeiro beijo. Até que ele em um fim de semana perguntou se podia ir na minha casa me vê.
Quando chegou na minha casa , apresentei ele aos meu pais e logo depois fomos dar uma volta , lembro como se fosse hoje quando ele perguntou se eu queria um presente e quando eu disse que sim , ele me pegou em seus braços me beijando no meio da rua. Todo mundo olhando ,RS .
Quando estávamos voltando do passeio ele perguntou se podia vir todos os dias na minha casa e se eu queria ficar com ele , eu disse que sim . Ele pediu aos meu pais e estamos namorando até hoje !
São 2 anos e 6 meses de muita felicidade!

Li: _Muito tempo. Deu pra aprender bastante coisa?

Tita:
Aprendi primeiramente que o amor não precisa de contato físico pra ser alimentado, alimentamos o amor com palavras , gestos, e acima de tudo fazendo tudo verdadeiro e da melhor forma.
Modifiquei principalmente meu preconceito com o namoro a distância. Porque hoje vivo com o meu amor a melhor fase do nosso relacionamento mesmo ele estando a milhares de quilômetros de distância e quando o amor é verdadeiro supera até o impossível.

Li: _Como diz aquela música que amo: “Você, que modificou a minha vida...”

Tita:
Ele modificou principalmente, a maneira de ver como é o amor, aprendeu que o amor existe e que mesmo com a distância quando amamos somos um só. Dando sempre força nas horas difíceis. Hoje, aprendi a dar valor principalmente aos nossos momentos juntos, que em um relacionamento temos que saber dividir, ultrapassar, aconselhar, esperar , acima de tudo ajudar e que o amor se constrói com um companheirismo.

Li: _Você tem apoio dos amigos?

Tita:
Sabe não possuo muitas amigas , mais lembro-me que quando tudo começo minha “ melhor amiga” que hoje não a vejo mais assim me crucificou com todas as forças possíveis. A primeira coisa que ela me disse foi assim – vai dar certo ? Lembro-me também de um querido professo que sempre que me vê pergunta o tamanho que meu chifre cresceu.
Mais da mesma forma que muitas pessoas me deixaram pra baixo houve pessoas que me levantaram. Meus pais foram os melhores que alguém poderia ter, sempre me apoiando, afagando minha lágrimas. Lembro -me da segunda despedida que tivemos depois de um carnaval maravilhoso ele teve que ir embora para completar o curso quando ele foi entrar no ônibus e largou minha mão eu desabei e a primeira coisa que senti em mim foram as mãos de minha cunhada e minha sogra afagando minhas costas, minha cunhada me abraçava e dizia – eu to aqui! Aquilo foi o que mais me deu força.
Eu participo de uma comunidade que reúne as namoradas de Marinheiros ditas “BOYZINHAS” lá encontro muita ajuda.

Li: _Qual o momento mais difícil que passou?

Tita:
No meio deste ano de 2010, fui a Santa Catarina na primeira formatura dele. Passamos 5 dias incríveis , mais no dia que eu viria embora ele estava de serviço, e de tanto perturbar o sargento o liberou para ele ir me deixar no aeroporto, mais isso era umas cinco e pouca da tarde e eu vôo era previsto pras oito e vinte da noite. Chegamos ao aeroporto e ele teria que me deixar lá sozinha para voltar ao quartel. Eu queria dizer a ele o quanto eu fui feliz naqueles dias e o quanto não queria vir embora , não consegui as lágrimas me calaram. Nisso ele teve que dizer adeus, foi para o ponto de ônibus , fiquei uns 10 minutos olhando o aeroporto e chorando muito. Até que não consegui e voltei fui correndo atrás dele no ponto de ônibus quando cheguei lá ele não acreditou , eu correndo com a mala pesada, mais lá vinha o ônibus dele , ele tinha que partir. Me deixar ali, ele me deu um beijo na testa e disse para que eu o esperasse que ia passar logo e ele estaria comigo de novo. Fui o vôo todo chorando dali a 3 dias era meu aniversário, e depois disso faltaria só um mês para vê-lo de novo. No dia de meu aniversário ele me liga para me dar os parabéns e me diz que infelizmente tinham mudado a data do recesso e que ficariam mais uma semana na escola e talvez o recesso fosse mudado de novo. Essa semana foi a pior semana pra mim!

Li: _Você teve apoio da sua família e da dele?

Tita:
Todos graças a deus me apóiam , minha mãe e sogra são minhas pilastras, se não fossem elas não sei o que seria de mim , hoje devido ao trabalho ando meio ausente da casa da minha sogra , mais quando vou na casa dela , ela faz de tudo pra me deixar alegre. Minha família é e foram os melhores em todos os momentos difíceis.

Li: _ Com você lida com essa distância?

Tita:
No começo lidar com a distância foi muito complicado , a insegurança todos os momentos , saudade que maltratou muito. Já fiquei muito deprimida por causa disso, no começo não podíamos nos falar todos os dias por incompatibilidade de operadoras de celular 4 minutos era quase dez reais então complicava muito e eu ficava muito mal com isso, tive febre.
O Maximo que fiquei foram 2 meses , mais agora serão 4 meses longe , isso que ta me matando. :S

Li: _ Você é muito ciumenta?

Tita:
Não, acho que ele tem que ter uma vida social , assim como eu tenho a minha aqui, claro sempre me respeitando. Não ligo nem um pouco, para mim o que importa é o que eu penso e os motivos porque penso isso , claro que se me der motivos vou desconfiar, mais se não porque atrapalhar os momentos bons com ciúme não é verdade ?

Li: _ Você pensa o que sobre as transferências?

Tita:
Penso que se ele for se transferir e querer que eu vá com ele eu vou , se comecei aqui posso recomeçar em outros lugares.Em relação da carreira dele , sempre o apoiei e se ele falar em desistir eu piro (risos) .Mais se ele quiser desistir por ele mesmo , coloco com ele tudo na mesa , sendo o melhor para ele eu o apoiarei .

Li:_ A distância fortalece a união ou desgasta?
Ah, no meu caso só fortalece. Ele mudou muito com a distância, pra melhor claro ,ficou muito mais carinhoso , compreensivo. Sabe o que quer, luta por aquilo e principalmente deixou o orgulho de lado.

Li: _ O que acha da carreira dele? Preferia que tivesse outra?
Tita: _
Acho que ele é bom e feliz no que faz, não o vejo como mais nada , foi com isso que ele sempre sonhou. E a cada dia mais me apaixono pelo sonho dele. Até aprendi a gostar da marinha . (risos)

Li:_ Uma frase que resuma o amor de vocês?

Tita:
Deus me escolheu pra te amar, um amor tão mágico que nem eu consigo entender. é mais forte que tudo

Li:_ Uma música tema que lembre vocês.

Tita:
Apesar de ser um gosto meio adolescente a musica Give Love a try ( dê uma chance ao amor ) dos Jonas Brothers é a nossa musica , porque o que faço todos os dias é isso dá uma chance ao amor!

Li: Algum filme que você goste e que lembre vocês?

Tita:
Muito Bem acompanhada.

Li: Qual recadinho você deixa pra gente?

Tita:
Amar a distância realmente não é nada fácil, mas quando queremos uma coisa e sabemos que é verdadeira devemos agarrar o mais forte o possível. A distância pode ser um veneno a amores fracos, mais se você for forte, perseverante, vai saber como mover sua vida.
Lembre-se as dificuldades sempre irão surgir, as pessoas que tentaram mudar sua cabeça , os telefonemas sempre serão poucos , e momentos juntos também . Mais o que importa não é a quantidade de tempo juntos mais sim a qualidade.
Jamais briguem quando se reencontrarem , faça o Maximo para esse tempo juntos sejam maravilhosos , pois Será eles que você irá recordar na espera de um novo reencontro.Quando estiverem juntos , demonstre o quanto o amar e principalmente o quanto é feliz de estar com eles. Assim vocês só serão mais felizes a cada dia!
Muita Boa sorte na vida de Mulher de militar , desejo sinceramente a maior FELICIDADE de todo o mundo !

8.5.09

38 Miss Simpatia

Olá, meninas. Nem demorou muito e já recebemos outra entrevista. Dessa vez, direto de Juiz de Fora, Minas Gerais. Quem fala com a gente é a Srta. Babaloo (pseudonome)*, estudante de Direito, 21 anos. Oi, querida! Meu irmão também quer ingressar na faculdade de Direito. Está estudando muito. Mas, vamos ao nosso papo. Você me disse que namora há 7 meses seu milico. Deixa eu contar para as meninas: -gente, ele é aspirante da Marinha e está cursando a Escola Naval, aqui no Rio de Janeiro.


Li: _ Como o mar da vida trouxe ele pra você?

Puro acaso nos conhecermos. Uma amiga minha vinha a duas semanas me falando sobre uns rapazes do Rio de Janeiro que ela conhecia e que eram meio isolados da galera lá e tal porque eram militares e não tinham tempo pra nada, que era uma vida de muito estudo e tal’s ( rs) e falando que queria que eu os adicionasse no MSN e que quando eu fosse ao Rio de Janeiro era pra eu tentar entrar em contato com eles para que pudéssemos nos conhecer. Eu sempre escapulia, despistava dizia que iria adicioná-los ao MSN e saia sem, sequer, pegar o MSN deles com a minha amiga (porque, na verdade, eu tinha terminado um namoro conturbado há pouco mais de 10 meses, justamente com um cara que embora não fosse, na época, ainda militar já tinha o militarismo na veia e era extremamente estúpido, grosso e insensível a tudo e a todos). Eu não queria era nem saber de amizade com militar (porque o comportamento daquele ser com quem mantive um relacionamento por meses, me fazia relacionar militarismo à grosseria, má educação, insensibilidade). No dia 11 de Setembro (Sexta-Feira), porém, eu estava na faculdade e entrei no MSN, acabei comentando com minha amiga que eu estaria no Rio no dia seguinte e que iria pra Copacabana, quando teclei o enter e enviei a conversa me toquei que eu não devia ter escrito aquilo, e realmente não devia (é o que eu pensava) na hora ela se lembrou dos meninos que eu nunca adicionava no MSN...

Naquele dia não teve jeito, a minha amiga disse que estava percebendo que eu me esquivava de adicionar os meninos e que um deles estava on line e que eu tinha que adicioná-lo... Naquele dia eu não tive outra saída, adicionei o rapaz (só o que estava on line, é claro, mesmo assim porque eu imaginava que ele ia esperar eu adicioná-lo e caso isso não ocorresse ele contaria a ela). O adicionei. O tal rapaz demorou tanto a aceitar o meu convite, eu estava até aliviada (rs), pensava comigo mesma, isso é Deus quem está me livrando de aproximação com um milico.

Cheguei até a falar com ela que eu tinha mandado o convite mais que ele não tinha me aceitado (e realmente eu já tinha enviado o convite), disse a ela que precisava ir embora pra sala de aula, mas ela pediu um tempinho e falou com ele isso e em resposta ele disse que não tinha chegado o convite e tal’s... Bom, só sei que de repente olho lá e o convite tinha sido aceito e o cara tava on. Eu precisava dar um oi (rápido e seco) e ir pra sala, primeiro por que eu estava perdendo aula, segundo por que eu não tava nem um pouco afim de teclar com aquele milico, que eu até então não conhecia e nem estava fim de conhecer (rs). Foi o que fiz, dei um oi, disse “bem vindo ao meu MSN” e preciso ir pra sala de aula, em resposta ao meu oi seco e ao “bem vindo ao meu MSN” cínico, recebi um oi tão caloroso e um obrigado tão sincero que tive vergonha de mim mesma, até esqueci que tinha dito que precisava ir pra sala e fiquei conversando com o moço uns 10 minutinhos ainda, pelo que ele me passou o link do Orkut eu abri, enviei o convite, olhei uma foto que era capa de algum álbum (nem cheguei a abrir o álbum) e de cara já pensei que com aquele cabelo baixinho, aquelas duas entradas no cabelo (totalmente marra de militar) ele não era muito diferente do cara com quem eu me relacionei, pensava eu que aquele certamente era mais um ser egoísta que trocou sentimentos como amor, sensibilidade, carinho por um sentimento que cultivaria pelo resto de sua vida chamado militarismo.

Tinha que me despedir, não queria mesmo conversar com ele que apesar de sua simpatia não inspirava em mim a amizade tal qual um civil. Despedi-me dizendo à ele que no dia seguinte eu estaria no Rio de Janeiro, mais precisamente em Copacabana, participaria de um evento lá e tal’s, ele se interessou perguntou onde seria eu informei a ele direitinho horário e local, disse que caso pudesse era pra ele aparecer por lá e tal’s (imaginando que ele não iria porque ele mesmo tinha me dito que estava na correria com estudos, semana de prova e etc... aliás, foi só por isso que convidei, assim eu sairia como a “Miss Simpatia” que convidou-o e ele como o ingrato que não aceitou [rs]). No outro dia chego à Copacabana, quando sento e olho pro banco de frente a mim, quem estava lá?! O cara de fato, o tal milico tinha ido. Olhei pra ele por uns segundos e ele também estava me olhando, em seguida baixei a cabeça pra pensar (e pensava mais ou menos assim: pra que você foi convidar ele?! o cara agora está te olhando com cara de quem diz: oi amiga!).

Não tinha jeito, quando terminasse a reunião ele iria me procurar pra conversar, se apresentar pessoalmente e eu não poderia evitar isso, ia ter que conhecê-lo, ser simpática e tudo mais... Bom e assim foi, ao término da reunião eu estava do lado de fora do estabelecimento e quando vi ele vindo no corredor tive a idéia de ser “Miss Simpatia” de novo e antes mesmo que ele falasse qualquer coisa, quando o vi vindo na minha direção já abri um largo sorriso o chamei pelo nome e me apresentei pessoalmente, o pior é que ele estava acompanhado de dois amigos (e eram os outros amigos milicos que minha amiga queria que eu adicionasse no MSN e eu não tinha adicionado) e eu tive que ser “Miss Simpatia” ao cubo.

Na verdade um dos amigos não parava quieto (vou chamá-lo de “R”; este era bem comunicativo, estavam presentes no evento muitos amigos dele) e o outro que ficou o tempo todo ao nosso lado de boca fechada ( vou chamá-lo de “N”; era muito tímido, às vezes dava um sorriso, nada além disso). Já ele não, o “T” (que é o milico que eu adicionei no MSN e convidei pro evento), também era tímido, mas estava empolgado, conversava bem, sabia ser simpático e apesar da timidez quando o assunto acabava ele sabia fazer surgir outro. Naquele momento eu me dei conta de que ele poderia ser um bom amigo (apesar de ser militar), ao menos até ali ele não parecia nada com o meu ex, apesar do militarismo aparente (digo, a paixão pelas forças armadas) era um cara legal.
Fomos pra uma recepção em Praia Vermelha (na Urca), eu o convidei pra ir e ele foi, juntamente com o “N” pra lá... Conversamos melhor lá (e eu estava mesmo gostando de conversar com ele), brincamos, nos divertimos, rimos bastante... teve um momento que marcou (rs), eu o chamei para tirar os sapatos e irmos molhar os pés na água do mar, ele nunca tinha feito isso, nunca tinha molhado os pés no mar à noite (era tímido demais pra isso), ai virou uma questão de honra para mim convencê-lo à fazer aquilo, ele bem que tentou se esquivar, mas eu fui persistente e o convenci.

Foi maravilhoso aquilo nós dois caminhando à beira mar com a onda molhando nossos pés (detalhe: em certo momento a onda veio gigantesca e saiu arrastando o tênis dele que tava na areia e adivinha quem foi que correu atrás da onda e recuperou o tênis? Euzinha: de “Miss Simpatia” à “Super Girl” *to morrendo de rir aqui, lembrando a cena*... Depois dessa minha atitude heróica e de muitos risos , ficamos lá na areia da praia conversando, mas em determinado momento o amigo dele o “N” chamou-o, eles precisavam ir (iam pegar metrô até a Escola Naval e a estação do metrô fechava às 23hrs).

Eu conversei com eles disse que eles podiam ficar ali na Urca por aquela noite, hospedados no mesmo local em que eu e meus companheiros de viagem, o “T” se interessou, o “N” disse que não poderia por que estava de serviço no dia seguinte às 6 da manhã, mas apoiou o “T” a ficar e ele realmente ficou. No outro dia (domingo, dia 14/04) o dia seria de passeio total e assim fizemos, logo pela manhã todos saímos à passeio, fomos pra Copacabana, chagando lá cada um caçou sua turma e quando dei por mim, só estávamos eu e o “T” ali, de frente pro mar, conversando a horas, eu estava hipnotizada com tudo que ele dizia, era muita coisa e era tudo muito interessante, falava da sua vida, do seu passado, do presente e do futuro que vislumbra, falava de seus anseios amorosos e profissionais, de suas duvidas, do fato de ser muito só, ter poucos amigos, enfim... ele me contou tudo sobre ele... eu também falei sobre mim, mas eu estava mesmo era mais interessada em ouvi-lo do que em falar de mim. Eu sabia que algo estava acontecendo em mim, que alguma coisa ali tinha feito algo em mim mudar, só não sabia (ou não queria aceitar) quem/ o que era.

Aquele domingo foi maravilhoso, não sai do lado dele um minuto... o assunto fluía naturalmente, eu estava atenta a tudo que ele dizia e ele também demonstrava atenção a tudo que era dito por mim, foi incrível.

Como tudo o que é bom dura pouco, chegou a hora de me despedir daquele milico (tão diferente do conceito formado que eu tinha sobre militar) e retornar à minha cidade.
Era estranho reconhecer, mas eu estava triste porque eu estava vindo embora e ele estava ficando por lá. Estendi minhas mãos para cumprimentá-lo e ele assim o fez também. Olhamos-nos e naquele momento, não consegui resistir e o pedi permissão para um abraço, ele sorriu e disse que tinha pensado em me pedir o mesmo mais a timidez o havia impedido, sorrimos e nos abraçamos, após isso entrei na van e vim embora.

No caminho aquele sorriso tímido, aquela fala mansa, aquele sotaque ½ paulista ½ carioca, aquele rostinho de Nenê não saia da minha cabeça (e confesso que eu contava até as faixas amarelas no centro da estrada pra parar de pensar nele, até mesmo porque eu não queria permitir que rapaz algum despertasse interesse em mim, muito menos um milico).

Cheguei em casa acabada da viagem, estava cansada (e continuava a pensar nele). Fui dormir e adivinhem?! Sonhei com ele!!!

Acordei, lembrei que o celular estava sem bateria e coloquei-o pra carregar, quando ligo adivinhem novamente?! Mensagem dele. Quando comecei a ler faltou pouco gritar de alegria (afinal ele tinha lembrado de mim e mandado uma mensagem, que na verdade de tão grande, mais parecia um testamento, o melhor que já li [rs]).
Naquele dia eu devo ter lido aquela mensagem mil vezes, eu estava tão feliz que não me concentrei, passei a aula toda lendo e relendo a mensagem no celular (meu professor de direito empresarial ameaçou tomar o celular pra eu prestar atenção à aula por ele ministrada [rs]).

A partir daquele dia, começamos a manter contato por MSN e não tinha mais o que se fazer eu estava mesmo sentindo algo por ele e ele por mim, em uma de nossas conversas eu ainda cheguei a dizer: olha, não sei bem o que está acontecendo mais você mexeu comigo, foi “algo” a primeira vista (eu não queria usar a palavra amor, sempre guardei essa palavra e a frase eu te amo debaixo de 7 chaves).

Ele sorriu e disse que eu estava tirando as palavras da boca dele. Que realmente foi “algo” a primeira vista. Falamos-nos durante pouco mais de um mês apenas por MSN, nos conhecemos melhor (os gostos, estilo de vida, enfim essas coisinhas básicas para se iniciar, ou não, um namoro) e no dia 25 de Outubro ele estava aqui na minha cidade. Passeamos, rolou o primeiro beijo e de lá pra cá já se foram 6 meses de muita alegria e amor. O pedido de namoro oficial foi no dia 31 de Dezembro, a poucos minutos da virada, quando ele pediu o meu pai minha mão em namoro.

Li: _ Calma aí. Pára tudo. Deixa eu me recobrar as forças. Caramba, fui arrebatada para as cenas. Gente, você conseguiu descrever direitinho. Pera, pera que eu vou me lembrar da próxima pergunta. ÃÃÃnhhh. Ah! Sim: “O que aprendeu nesse tempo de namoro?”

Durante esses 6 meses de namoro temos aprendido muito um com o outro. Dentre tantas aprendizagens uma se destaca. Ao lado do meu amor, aprendi que a distancia que separa nossos beijos, nossos abraços é a mesma que aproxima nosso sentimento e faz com que o amor que há entre nós cresça mais e mais. A distância pode separar dois corpos, mas nunca dois corações que se amam.

Um segundo ponto a ser lembrado é o fato de que, com ele descobri que o conceito formado que tinha de militar como um homem insensível, grosso, mau educado, turrão e etc. não é necessariamente empregado a todos os milicos. O fato de ser militar não deve ser interligado ao fato de o cara ter uma personalidade áspera e turra.

Li: _ E, ele?

O ciclo de amizade dele aumentou, aqueles que eu dizia serem meus amigos, agora são NOSSOS AMIGOS.

Li: _ O quer amar te ensina?

Me ensinando que amor não é aquilo que a gente idealiza quando é ainda menininha, o príncipe encantado não é aquele cara louro, olhos azuis, montado num cavalo branco... que uma história de amor vai além do “... e viveram felizes para sempre...”. Esse sentimento de “amor militar” modificou tudo em mim, amadureci muito. Troquei o mundo dos sonhos pelo mundo dos fatos e (o melhor de tudo) descobri que a realidade, embora muitas das vezes difícil é de sabor mais apreciável que a envolvente ficção.

Li: _ As pessoas a sua volta te dão força?

Tenho um amigo (que sinto mais a vontade em chamar de irmão) que me apóia muito. Ele é aquele amigo que você escolheu pra dividir tudo, as tristezas, as alegrias, enfim... é com o apoio dele que conto sempre... Quando a saudade está sufocando, o coração ta pequenininho no peito de saudade é ele que houve minhas lamúrias, me apoia e me incentiva. Aliás quero manifestar meu eterno agradecimento à este meu amigo RAFAEL.

Li: _ Falando nisso, qual o momento mais difícil que passou?

A saudade por quase 2 meses sem o ver. Tinha horas que a vontade era de chorar, chorar, gritar... Literalmente, eu senti o quanto a saudade dói. A gente sempre fala isso, e eu descobri que dói mesmo, que essa frase (saudade dói) é mais real do que imaginamos quando vulgarmente a falamos.

Li:_ Você teve apoio da sua família e da dele?

Minha família é uma benção, minhas irmãs, meus pais todos me apóia muito. Sabem do amor que sentimos um pelo outro e torcem por nós, por nosso bem, enfim, por nossa felicidade. A família dele da mesma forma, dão-nos total apoio.

Li: _ Ele aqui no Rio e você em Minas. Como administra isso?

A distância é um fator constante. Eu moro em Minas Gerais (Juiz de Fora), ele no Rio de Janeiro. É difícil vivermos longe de quem amamos. Bate uma tristeza saber que não estou ao alcance dos seus beijos, do seu abraço, da sua voz, do seu perfume... O maior tempo que ficamos sem nos ver foi 1mês e 22 dias... A vontade que tinha era de dormir até o dia em que ele voltasse. Não tinha fome, não tinha animo pra estudar, pra sair, pra me arrumar, pra nada... a única coisa que queria era chorar, chorar, chorar e chorar.

Li: _ Bate um ciuminho?

Não. Tenho ciúmes, na verdade prefiro tratar como cuidado esse sentimento na proporção em que o sinto. Confio muito nele e sei que a recíproca é verdadeira. Não me importo com o que dizem os outros sobre dificuldades de confiança em namoros à distancia... As pessoas são diferentes, as situações são diferentes, ou seja, não há uma exigência de que havendo o namoro à distancia haja, também, a desconfiança.

Li: _ A distância fortalece a união ou desgasta? (Sempre pergunto isso e cada vez ouço uma resposta diferente e coerente, por isso que não desisto em perguntar).

Sem sombras de dúvidas fortalece. O que sei é que se o amor que há entre nós não fosse ao tremendo quanto é não suportaria a saudade... mais a mesma distancia que nos entristeceu, e ainda entristece, por tantas vezes, fortaleceu, e fortalecerá, nosso amor, até o dia em que pudermos viver juntinhos para sempre!

Li: _ Pareceu quando nos contou que estava evitando a todo custo conhecê-lo. E agora, o que acha da carreira do seu amor? Afinal, ela interfere e muito no seu relacionamento.

Por ser o que ele ama, acho a carreira militar PERFEITA. Quero que ela seja feliz, no que faz e faça com amor. Não posso ser egoísta ao ponto de dizer que preferia que ele tivesse outra carreira. Ele é um militar por vocação. Ama o que faz e faz por que gosta.

Li: _ Uma frase que resuma o amor de vocês?
“Hoje te amo mais que ontem e bem menos que amanhã”

Li: _ Uma música tema que lembre vocês.
With you (Cris Brown)

Li: _ Para fechar e já te digo que amei a entrevista, qual seu recadinho?

Às amigas do Blog,
Apenas digo que não há barreira que o amor não consiga transpor.
O amor é paciente, é benigno,
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta!
Que Deus as abençoe em seus relacionamentos, lhes dê luz e sabedoria.
Lembrem-se sempre: “A mulher sábia edifica tua casa”.

Li: _ Verdade! Beijos pra você!

* Como vêem, meninas, contar um pouquinho da nossa história ajuda as outras a perceberem que não estão só. Se não quiser se identificar, nem mandar foto, fiquem à vontade para escolher um pseudonome como fez nossa entrevistada de hoje. O importante é seu aprendizado. Quem vai ser a próxima?

4.5.09

37 Nada melhor

"Não há nada melhor do que amar você. É como poder sonhar e nunca acordar."

Oi, queridas leitoras. Gosto desse livro pela sensação de que ele é infinito, contínuo, como um rio que flui. Sempre haverá um casal por aí se apaixonando e nos mandando sua história. A de hoje é da Jéssica, que está no primeiro período de administração, tem 17 anos e mora no Rio. Agora, a Jéssi está noiva de um soldado pára-quedista que está se preparando para ser cabo. Eles se conhecem há 1 ano e 7 meses.

Li: _ Oi Jéssi. Somos duas “Maria Rosa”. Para quem não sabe, Maria Rosa faz parte de uma canção dos PQD. Como você, também sei o que é amar um “menino” que gosta de voar. O que é louco porque eu tenho pavor de altura. Viva as diferenças.

Jéssi: Eu acho uma carreira muito perigosa, tenho medo sei lá de algo acontecer com ele. Eu acho carreira de maluco, rsrs eu não teria coragem de saltar de um avião de pára-quedas. Não digo que eu preferia que ele estivesse em outra carreira, só queria que tivesse mais tempo livre. Ele sempre me diz uma frase que eu acho muito engraçada. “Pará-quedista não gosta de avião tanto é, que sempre que entra em um, tem que saltar dele.” rsrsrs

Li: _ Boa! rs. Então, como conheceu seu amor pqd?

Jéssi: _ Bom, eu já o conhecia de vista, pois ele mora perto da minha casa e freqüenta a mesma pracinha que eu, mas nunca tínhamos conversado. Começamos a nos conhecer melhor pelo MSN e Orkut, ai conversa vai, conversa vem no MSN, ele me convida para ir nessa pracinha só para conversarmos pessoalmente, e pronto, amor a primeira vista. Eu estava com medo de sofrer novamente, pois meus ex só me fizeram sofrer, mas ele me disse que era diferente de todos e é mesmo. Ele me provou tanto isso que vamos até nos casar agora em julho. O primeiro beijo foi igual de novela: quando eu estava indo embora, ele pegou no meu braço e me beijou. Nossa, ai que eu me apaixonei mesmo srssrs, daí começamos a namorar e com 9 meses de namoro noivamos, foi tudo lindo ele se ajoelhou e pediu e eu é claro aceitei na hora né. Amo muito meu noivo ele é o melhor presente que Deus me deu.

Li: _ Deve ter parecido coisa de novela. Fiquei imaginando. O amor nos fazer dar mais valor a cada dia.

Jéssi: _ O amor me ensinou a dar mais valor as coisas que estão do meu lado, com ele eu amadureci. Na época que eu o conheci, eu era muito bobinha, com ele eu aprendi a amar, a respeitar e a criar responsabilidade, hoje eu sou mas mulher de corpo e alma, aprendi a ver maldade nas coisas.

Li: _ São tantas as coisas que enfrentamos, que lutamos, que temos que provar que crescemos. Isso do lado deles também.

Jéssi: _ Ele é um homem mais maduro sabe? Quando o conheci, ele era muito moleque até nas atitudes dele. Ensinei a dar valor as coisas que ele tem, a amar mais o próximo e ser menos ignorante. Ensinei o que é amar de verdade, que existe sim mulher fiel que dá valor a homens porque antes ele não acreditava nisso.

Amar um militar me ensinou a confiar mais nele e não acreditar nas coisas que os outros falam, que a distância e a saudade não matam um amor verdadeiro e sim fortalecem ele e o faz crescer.

Lembro na primeira semana que fiquei longe dele, minha amiga me ajudou muito. Pois eu só sabia chorar, tudo fazia lembrar dele. Eu não sabia se ele estava bem. Isso que me piorava.

Eu não tinha vontade de fazer nada, não dormia direito, não comia direito, só chorava. Hoje tive que me acostumar com as ausências, às vezes.

Quando ele chegou machucado do quartel uma vez porque tinha sofrido um acidente no salto, nossa foi muito difícil vê-lo ali todo machucado.

Nas datas especiais que está longe também não é mole. Teve um aniversario meu que ele estava de serviço e cantou parabéns pra mim pelo celular, foi muito difícil pra mim eu só sabia chorar num dia que era somente pra eu sorrir.

Li: _ Mas, é um pouco de lágrimas de felicidades por saber que alguém longe está querendo fazer uma homenagem. Já passei muito por isso também. No período da Academia, raras eram as vezes que conseguia estar com ele em uma data especial. O normal era não estar. Então, a gente tinha que usar a criatividade por telefone, cartas, computador... As famílias acabam vendo isso e querendo que terminemos. Acham que não vale a pena. Mas, hoje, agora ao meu lado, digo, valeu cada telefonema no orelhão de baixo de um pé d’água.

Jéssica: _ A minha mãe é a que mais apóia, ela fica contra mim e a favor dele, mesmo quando estou certa, trata ele com um filho. Por parte da minha família todos amam ele, agora a família dele não dá palpite em nada, eles não dizem nem que sim, nem que não, mas as vezes sinto que eles não gostam de mim.

A distância entre nós é muito difícil, estávamos acostumados a nos ver todos os dias. Depois que ele entrou pro quartel, tudo mudou. Foi muito difícil no começo, mas agora acabei que tive que me acostumar. Já fiquei doente por causa da ausência dele. Já fiquei 2 semanas sem vê-lo, nem falar no celular podia.

Li: _ Rola ciúme?

Jéssi: _ Pergunta complicada essa em rsrs, Bom já fui bem mais ciumenta, mas ainda me considero muito ciumenta. Quem ama sente ciúme né. Às vezes sim, tem meninas que não podem ver uma farda. Não respeitam os namorados dos outros e isso que me mata. Eu falo pra ele: “eu confio em você, não, nelas”.

Mas, eu sempre o apoio em tudo, e ele o mesmo comigo. Quando me disse que queria servir o quartel, falei “tudo bem eu te apoio em tudo”, mas eu nem sabia como era essa vida de mulher de militar. Mas, confesso que quando tudo começou, ai que eu fui ver como era e, às vezes, me arrependia de tudo, mas é o sonho dele é o que ele gosta de fazer. Eu como noiva dele só tenho que apoiar. Eu sofria muito junto com ele quando chegava machucado quando ia ficar longe. Ele pegava serviço praticamente todos os dias, agora que diminui bastante. Mais sempre o apoiei em tudo.

Se o amor é verdadeiro a distância fortalece, mas, se não é, desgasta.

Li: _ O que pode dizer pra resumir o amor que vivenciam?

Jéssi: _ Deus uniu as nossas vidas de uma vez e não há nada melhor do que amar você. Eu nunca vou te perder, foi Deus quem me deu você. É como poder sonhar e nunca acordar.

Li: _ Uma música tema que lembre vocês.

Jéssi: _ Há são tantas, mas vou citar duas que são Renato russo- hoje a noite não tem luar, Simony- Resumo da felicidade. (Ele canta essa musica todas as vezes que esta longe de mim por telefone e ela conforta meu coraçãozinho.) A letra é essa:

Eu agradeço a Deus por existir você por fazer nascer o amor eu não sei de mim
o que seria sem a sua voz porque há entre nós você que é meu sonho de amor e verdade
você é o resumo da felicidade você que dá asas a minha loucura e me faz viajar em candura eu só quero amar você
que é meu sonho de amor e verdade você é o resumo da felicidade você que dá asas a minha loucura e me faz viajar em candura
eu só quero amar você a nossa vida nunca vai ser singular sempre vou chamar você quando precisar de um ombro amigo vamos conversar quero abraçar você que é meu sonho de amor e verdade você é o resumo da felicidade você que dá asas a minha loucura e me faz viajar em candura eu só quero amar você.

Li: _ Que singelo. O que queria poder dizer para as meninas que nos lêem?

Bom Li, quero dizer a todas as meninas que nunca desistam do amor, que namorar um militar não é fácil, no começo tudo é difícil, mas logo vem a recompensa, que os milicos precisam de nós, meu noivo sempre diz pra mim como é bom saber que sempre que eu voltar do quartel você vai esta aqui de braços abertos me esperando.

Ele me diz amor eu posso demorar o tempo que for, mas eu sempre vou voltar e volto pra você, que sempre que eu chegar machucado, precisando de um colo carinhoso e quentinho precisando que alguém pra conversar você vai estar aqui pra me dá um colo e cuidando de mim, então meninas levem isso como exemplo como se fosse seus milicos falando.

Sei que às vezes dá vontade de desistir de tudo por mil motivos, mas o amor verdadeiro supera tudo, a saudade só faz aumentar o amor que sentimos e que não importa quantas pedras forem jogadas no nosso caminho, nos temos que guardar todas elas para que um dia possamos construir nosso castelo. Meninas forças e saiba que mesmo quando ele estiver longe não importa o tempo que for demorar ele vai voltar e vocês terão que esta de braços abertos para recebê-los. Há queria dizer que amo muito meu noivo e que Ele é tudo na minha vida.

Não há vitoria sem luta.
Somos guerreiras e guerreias sempre vencem a luta.
Beijos a todas

Obrigado li pela conversa foi um prazer.

Li: _ O prazer foi nosso, né, meninas? Quem ainda não escreveu e tem vontade de contar sua história. Manda pra nós no endereço no topo da página. A próxima pode ser a sua. Não precisa necessariamente enviar fotos e, se preferirem, podemos usar um pseudonome. O importante são os fatos. Fiquem a vontade. Um beijo muito grande da Li.

2.3.09

36 Amor recíproco

Oi, Tayná. Fico muito feliz que queira dividir sua história com a gente. Deixa eu te apresentar melhor para o pessoal. Gente, ela tem 19 anos e já é técnica em informática e estuda pedagogia na UERJ. Hei, você é aqui do RJ. Agora, a Tayná tem 1 ano e 1 mês de namoro. Mas, me explicou que de amizade já são 5 anos! Seu amor é um marinheiro. Ela disse que tinha um texto que escreveu sobre seu relacionamento. Então, vamos deixá-la ler:

Tayná: _ Você acredita em destino? Entende as coincidências e as voltas que a vida dá? Eu venho tentando entender tudo isso, mas quanto mais eu tento, menos eu entendo.

Quem sabe se aquele menino que está sentado agora do seu lado no ônibus, enquanto você olha para fora da janela, vá se tornar o grande amor da sua vida? Não há como saber. Ele pode simplesmente se levantar agora e você nunca mais o ver, mas você pode puxar algum assunto bobo com ele, mesmo que seja apenas para o tempo de viagem passar mais rápido, sem nenhum interesse. Depois você desce do ônibus e percebe que ele podia ter se tornado um amigo, se você tivesse se lembrado de, ao menos, perguntar o nome dele e pegar algum contato, mas isso não aconteceu e você se esquece dele, foi só mais um companheiro de viagem... ou não.

Eu acho que é nesse ponto da história que entra o destino (ou a grande coincidência), com tanta gente estudando na sua escola e na dele também, com tantos espaços tendo exposições de trabalhos, vocês vão parar no mesmo lugar, no mesmo dia, mas já não se lembram um do outro.

"Mais uma chance para vocês", diz o destino. E dessa vez vocês trocam contatos e tudo mais (aah, ele te deu um desenho e você assinou um crachá dele, assim como mais umas vinte pessoas ou mais).

Com o tempo ele se torna "mais um" dos seus contatos de internet e alguém com quem você conversa quando vai visitar a escola dele, nada mais. Mais eis que ele começa a ter mais assuntos com você e vai se tornando seu amigo e, de repente, se lembra do dia do ônibus, você acaba lembrando também e pensa "cara, como não o reconheci antes?".

A partir daí passam a ser cada vez mais amigos e ele vai se tornando parte indispensável na sua vida... indispensável demais, até... Ihhh! Você se apaixonou por ele!

Droga! Mas ele vai embora pra outro estado daqui alguns meses! Você entra em desespero, fica com medo de falar pra ele o que sente. "E se nossa amizade ficar abalada?", "E se ele não gostar de mim?", "Ele vai embora e não vai nem se lembrar de mim lá!", "Tem tantas garotas bonitas lá...", "Acho que ele gosta da minha amiga!", a cada minuto que se passa mil questionamentos e dúvidas na sua cabeça.

Você tenta fugir desse sentimento, mas ele é maior que você, não dá mais pra esconder... Mas falta pouco mais de um mês! O que você faz? Falar para ele só ia piorar as coisas, ele já tem tantas coisas para se preocupar por conta da viagem... Você conta tudo, ou quase, pro melhor amigo dele, que também é um dos seus melhores.
Chega a festa de despedida dele (CARAMBA, ELE VAI EMBORA DAQUI A DOOOOOIS DIAS! ), você sente que ele também alimenta algum sentimento por você, mas agora é tarde demais...

Você o leva para ir pegar o ônibus que o levará embora, é chegado o dia da partida. Ele finalmente te diz que te ama, mas será que é só como amigo? Ou é da forma que você espera que seja? (Ai Deus, por que justo quando ele está indo? Não podia ser antes?)

Ele vai embora... E tudo que você consegue fazer nas semanas seguintes é chorar. Todo mundo já percebeu que é por causa dele, todo mundo já notou que você está apaixonada, então você resolve escrever pra ele e contar TUDO o que sente.

E quando ele te responde qual é a surpresa? É recíproco! Mas vocês estão tão distantes que essa notícia só te deixa ainda mais apreensiva e desesperada...

Você só quer poder estar com ele, abraçá-lo e dizer, ao vivo, tudo aquilo que escreveu na carta, mas tem a certeza de que não poderá vê-lo nem tão cedo.

Mas, apenas algumas semanas depois de ir, ele vem pra casa, passar uns dias... É carnaval e vocês vão pra casa de algum amigo, talvez aquele pra quem você contou o que sentia. E, ao lado daquele menino do ônibus, você passa os melhores momentos da sua vida e percebe que ao lado dele qualquer lugar, qualquer dia, é perfeito. Com ele você se sente segura, feliz, completa.

Mas o tempo dele acaba e ele precisa voltar pra lá, mas volta com a promessa de que você irá esperá-lo e você fica com a promessa de que ele logo voltará.

Esse texto que divido com vocês escrevi em março/2008, quando só havia 2 meses que ele tinha ido para Santa Catarina, para a Escola de Aprendizes de Marinheiro. Hoje, quase um ano depois, ele já está de volta.


Li: _ Distância é f... ops! RS. É difícil, né?

Ta: Passar por essa experiência de distância foi realmente muito difícil. Cresci muito com isso, amadureci uns 5 anos em apenas 1. Eu era uma pessoa descrente do amor, achava que não fosse um sentimento possível. Não acreditava que pudéssemos amar acima de toda e qualquer situação, mas aprendi que isso é possível. Conheci o que podemos verdadeiramente chamar de amar.

Li: _ Sexta agora fui a um encontro de namoradas aqui no RJ amigas. Tão divertido, tiramos fotos. Elas me ajudaram muito. E seus amigos, dão força?

Ta: _ Sim! Meus amigos, especialmente dois deles, sempre estiveram comigo, me deram força. Tinham as meninas também, um grupo de garotas que se juntaram em uma comunidade, todas com namorados na mesma escola, nos ajudávamos muito, afinal, todas estávamos no mesmo barco. Um dos meus amigos, que agora está na mesma escola onde meu namorado estava ano passado, foi meu porto seguro o ano todo, sem ele eu não sei como teria passado por tudo isso. Teve um episódio, na despedida do recesso do meio do ano em que fomo, eu e esse meu amigo, levar meu militar até o ponto de partida de onde os ônibus sairiam para levá-los de volta à escola. Esse, para mim foi a pior das despedidas, o ver entrando no ônibus, olhando-o na janela, com a certeza de que só o veria novamente quatro meses depois. De cortar o coração. Mas fui forte, não chorei enquanto o ônibus não saiu. Mas foi só eles saírem que eu desabei, meu amigo ali, comigo. Nunca vou esquecer desse momento.

Li: _ Seus pais apóiam?

Ta: _Minha mãe nos achava loucos, mas sempre me ajudou quando eu estava pra baixo, triste. A minha sogra também, sempre procurou saber dos dois, como estávamos e nos apoiou bastante.

Li: _ Ah, sim, não tem que não nos ache um pouco loucas. Vocês se vêem sempre?

Ta: _ Já passamos dez meses nos vendo em espaço de tempo bem longos. Nas primeiras semanas tudo que eu fazia era chorar, fiquei com o rosto vermelho e inchado durante muito tempo e olha que nessa época ainda nem tínhamos começado a namorar. Não comia, não saía, só chorava. Quando conseguia parar um pouco, ninguém podia tocar no nome dele que começava tudo de novo. Quatro longos meses.

Li: _ E vocês se conhecem há muito tempo. Mesmo assim, rola um ciuminho?

Ta: Quando amamos sempre temos um pouco de ciúmes, não é? Então! Mas assim, eu nunca liguei muito para o que diziam não, até porque eu o conheço há muito tempo, confio muito nele. E ele também nunca me deu nenhum motivo para desconfiar.

Li: _ Que bom que, pelo que nos conta, você o apóia.

Eu sempre o apoiei, apesar da dor e das saudades. Acho a Marinha encantadora, eu mesma pretendo prestar concurso para a mesma quando terminar minha faculdade. É uma carreira linda e honrosa. Como eu sempre disse pra ele: Nem o tempo, nem a distância são capazes de nos separar.

Li: _ Uma música:

Ta: _Vida Cigana, do Raça Negra. Ele cantou essa música pra mim um dia antes de viajar pra Floripa. Quem não conhece, vale a pena dar uma olhada na letra.

Li: _ Diz assim:

Oh, meu amor!
Não fique triste...
Saudade existe pra quem sabe ter,
Minha vida cigana me afastou de você,
Por algum tempo que eu vou ter que viver por aqui, longe de você,
Longe do seu carinho...
E do seu olhar, que me acompanha já tem muito tempo
Penso em você a cada momento
Sou água de rio que vai para o mar
Sou nuvem nova que vem pra molhar essa noiva que é você
Pra mim você é linda
Dona do meu coração
Que bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver
O meu coração bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver
O meu coração bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver...
O meu coração...

Ta: _ Li, o que posso dizer para as meninas é que vocês que estão passando por um momento de dificuldade e distância agora, força, muita força. Saibam que mais rápido que vocês pensam tudo isso vai acabar e logo vocês estarão novamente ao lado de seus milicos.

Eu passei por tudo isso e sei o quanto é difícil, muitos são os que desistem no caminho, mas acreditem em vocês, no amor que um tem pelo outro e tudo dará certo.

Acreditem, esse é um momento que fará o relacionamento de vocês se fortalecer e os unirá ainda mais. Então, saibam ver o lado bom disso tudo!

Li: _ Lindas, Lindas suas palavras. Só tenho a te desejar toda a felicidade do mundo e sabedoria para enfrentar tudo que não pude

10.2.09

35 Olhar mais a frente

"Eu sei que tem hora que bate aquela insegurança e vontade de jogar tudo pro alto ... mas vocês têm que perceber que isso estará sendo recompensado mais pra frente."



Hoje é dia de bater papo com a Ana Beatriz Furlani. Ela tem 16 aninhos e está no 2º ano do colégio técnico em administração. Seu namorado é cabo do Marinha. EEEh, finalmente alguém da Marinha falando aqui. RS. Faz tempo que só temos meninas de namorados do Exército. Bom... os dois estão juntos há 1 ano e 1 mês. Nossa entrevistada fala lá de Batatais no interior de SP. Aninha, como se conheceram?






Ana: Diria que é um pouco complicado e ao mesmo tempo muito óbvio!

Minha irmã é muito amiga da irmã dele e eu também até tinha certa amizade
com ela, mas nada de absurdo. Nós (eu, minha irmã e a irmã dele) fazíamos parte de um grupo de jovens que ajuda a comunidade, ROTARACT, e a partir de novembro de 2007 ele começou a participar desse grupo também, a convite da irmã dele. Até então não tínhamos nada a ver, ele nunca fez meu tipo, nunca nem passou pela minha cabeça namorar ele.

Até que um dia a irmã dele começou a me falar dele, que achava que dávamos certo, que eu poderia tentar, mas eu não conseguia me acostumar com a idéia. Ela não satisfeita em tentar fazer eu me acostumar com essa idéia passou a me chamar de 'cuh' (derivado de cunhada, RS!). Eu sempre levei na brincadeira sabe, e nunca nem me interessou saber o que ele achava sobre isso!

Em um belo dia, ou melhor, madrugada, eles estavam vindo da formatura dele, a irmã dele diz a ele que EU estava interessada nele, acha que pode? Não sei de onde ela tirou que daríamos certo. Mas isso não importa, o que importa é que ele disse que se interessava por mim sim, e que ficaria comigo. Isso fez com que meu interesse por ele começasse a fluir.

Como disse no começo, ele começou participar do grupo de jovens, daí no fim de dezembro/2007 fizemos o nosso amigo secreto e por uma incrível coincidência (ou destino) eu sai com ele. Ahhh! Quando vi não acreditei, parecia mentira. Dai eu pensei: "Bom agora é uma boa pra eu poder ir me aproximando", já que o interesse já estava rolando. O amigo secreto era de R$10,00 +/-, eu sei que presente não quer dizer nada, mas acontece que foi a única maneira que achei pra ele perceber que meu tratamento por ele era diferente. Fui ao Boticário e comprei um desodorante (que por sinal saiu bem fora do valor estimado, RS).

Chega o dia do amigo secreto, fazia dias que eu estava ensaiando o que ia falar, mas chegou na hora parece que sumiu tudo da minha cabeça, daí fui enrolando e disse que a pessoa que eu havia saído tinha se tornado especial pra mim, porque antes nem nos falávamos direito, mas agora que tínhamos tido a oportunidade de nos conhecer melhor eu vi que ele era gente boa, e que poderia sair uma boa amizade disso (até mais que amizade, RS!). Daí acho que ele já percebeu que era ele o meu 'amigo' secreto, foi engraçado, todo mundo começou zuar a gente, dai nos abraçamos, ele abriu o presente, parece ter ficado muito feliz e surpreso.
A minha turma tinha resolvido que naquele ano alugaríamos uma chácara para passarmos o Réveillon, como ele já fazia parte da nossa turma, é claro que também foi convidado. Ele tinha dito que iria sim, parecia até ter ficado empolgado, pois nunca havia saído com a gente, mas não sei por que motivo ele resolveu passar com a sua família em uma cidade próxima da minha. Quando fiquei sabendo confesso que fiquei um pouco chateada porque eu tinha certeza que era la que a gente ia acabar ficando, mas depois entendi, era um direito dele.

Pois bem , ele foi e eu fiquei aqui, daí na semana do Réveillon resolvemos fazer um churrasco la na casa dele como se fosse uma pré-festa.Como de costume todos já estavam arranjados e eu acabei ficando sozinha, dai pra não ficar de vela
fui pro computador usar a internet.Quando eu entro no meu MSN, quem estava on??Aiii ele mesmo, eu nem acreditei, nessa hora minhas pernas bambearam, as mãos começaram a ficar frias e meu coração acelerava.

Não me lembro muito bem, mas me parece que eu quem puxei assunto, nossa ele me surpreendeu muito sabe, conversamos a noite inteira parecia que nos conhecíamos a anos, ele foi tão, tão... (me faltam palavras) o jeito que me tratava sabe tão carinhoso. Enfim, se tinha alguma duvida que ficaríamos elas tinham acabado nessa hora.

Conversa vai conversa vem, ele me disse que estava arrependido de não ter ficado aqui comigo, mas que era pra eu esperá-lo voltar, e que com certeza a gente ficaria, e eu realmente estava disposta a isso.

Passou o Réveillon e ele voltou pra nossa cidade, eu não fazia outra coisa a não ser pensar no momento de ve-lo, abraçá-lo e beijá-lo.

Pra variar mais um pouco a minha turma resolve fazer outro churrasco de ressaca do Réveillon, só que dessa vez aqui na minha casa, quando fiquei sabendo me animei porque era certeza que ele viria. E foi isso mesmo que aconteceu, foi em um sábado (05/01/2008). Nossa eu tava muito ansiosa, chegava o domingo, mas não chegava esse sábado, parecia mentira.

Pois bem, após dias de espera o sábado chegou, e eu não sabia o que fazer de tanta ansiedade, cheguei até a comentar com minha mãe que ele viria. Tomei banho, me arrumei, e sentei no sofá esperando o "pessoal" chegar. O relógio parecia estar
parado, a hora não passava. De repente o pessoal começou chegar e eu ia ficando cada vez mais nervosa, mas tentava não demonstrar, se não estaria perdida.

Comecei conversar com alguns meninos que estavam la, pra ver se o tempo passava. Daí ouvi uma voz, no que eu olho pra cozinha era ele que tinha chegado. Ai o que eu senti nessa hora não tem como explicar. Ele tava lindo, com o cabelo molhado, uma blusa bege, de bermuda e tênis. (Ah, eu me lembro como se fosse hoje!)

Por mais que estava esperando-o, quando o vi fiquei meio sem graça sem saber o que fazer, e ele também, pois a sala estava cheia de gente inclusive meus pais. Cumprimentamo-nos, ele veio me deu um beijo no rosto nos falamos um pouco e fomos la pra fora onde estava acontecendo o churrasco. Conversamos mais, dançamos, fizemos tudo que dois amigos fariam. Até que foi ficando tarde, daí o cunhado dele veio falar comigo, perguntar se ia rolar alguma coisa, e que ele parecia estar muito empolgado, daí eu disse que da minha parte sim, mas que a gente ainda teria que conversar. (não sei o que, RS!)

Nessa hora todo mundo que estava no churrasco sumiu, olhei em minha volta não tinha mais ninguém, estávamos só eu e ele. Ai gente foi perfeito parecia cena de cinema, ele olhou pra mim, eu olhei pra ele, ai ACONTECEU, foi o melhor beijo da minha vida, aconteceu tudo como eu imaginava, ele foi tudo! Me fez sentir muito bem. Ficamos ali na área da minha casa durante muito tempo, nos beijamos, parecia que estava no céu. Daí o pessoal voltou pra área onde estávamos nos zuaram um pouco e churrasco voltou a rolar...

Passou-se um tempo, o pessoal começou ir embora, dai fui me despedir de alguns que estavam la na sala, falei tchau pras meninas e os meninos, no que fui virar pra ir la pra fora de novo me deparo com ele atrás de mim, me tascou um beijo na frente de todo mundo (que vergonha!) dai assim que paramos de beijar ele virou pra mim e disse:A gente continua né ? Nooossa, nessa hora meu mundo caiu, eu nem sabia o que eu falava, jamais esperava ouvir aquilo dele, mas é claaaaaro que minha resposta foi SIM! Foi um dos melhores momentos da minha vida. Eu jamais poderia imaginar que aquela história ia se resultar nisso, estamos juntos até hoje, um ano e um mês.


Li: _ Tão bom quando nossas expectativas são correspondidas, né? Esse namoro parece algo muito esperado por você. Aposto que todos os dias aprende o quão bom é tê-lo em sua vida.

Ana: Ah com certeza, ele sempre tem me ensinado muito, talvez pelo fato de ser mais velho que eu. Ele me mostrou um lado que ainda não conhecia sabe. Com ele eu aprendi o que é amar de verdade, e COMO amar de verdade. Todo dia, a todo instante, cada segundo com ele é um verdadeiro aprendizado.

Li:_ E para ele?

Ana: Acho que ele modificou bastante o modo de pensar. Tanto em casa com a família, como no namoro também, antes ele era mais impaciente, se irritava com mais facilidade. Hoje poderia dizer que ele é a calma em pessoa, RS.

Li: _ Como é namorar um milico?

Ana: Nossa não tenho palavras para definir a mudança no meu comportamento. Aprendi a dar mais valor quando estivermos juntos, por mais que seja pouco tempo se torna muito PRECIOSO cada segundo. E agora to conseguindo também controlar meu ciúme, já imaginou? Eu querendo especulá-lo à km de distância? Eu ia acabar enlouquecendo, essa foi a melhor alternativa. Aprendi que por maior que seja uma distância, quando existe amor, ele supera tudo, mesmo quando esta é absurda. Sempre CONFIEI muito nele, de olhos fechados, mas com essa distância a confiança redobra senão não há amor que agüente! É o que eu costumo dizer: Tem seus PRÓS e CONTRAS.

Li: _ E as amigas, te dão força?

Ana: Tenho uma em especial, que me ajuda MUITO, teve um dia em que eu estava muito mal, mal mesmo, daí comecei conversar com ela pelo MSN, ela ainda estava no trabalho que é um pouco longe de minha casa, percebendo minha tristeza ela saiu do serviço veio até minha casa a PÉ e me levou pra dar uma volta e espairecer, poderíamos até não ter saído, mas só o fato dela ter se preocupado comigo, foi muito bom. Mas são raros os que me entendem e/ou me apóiam. Eu não peço a aceitação de ninguém porque a partir do momento que eu e ele concordamos os outros não importam, mas sempre tem aqueles que te colocam pra baixo. Não houve só uma história que me ajudasse alguns dias atrás eu estava meio “deprê”, só pensava nele, chorava e chorava, daí fui pra internet ver se achava alguma comunidade, alguém que estava passando pelo mesmo que eu para que pudessem me ouvir desabafar, foi onde achei a comunidade “Meu namorado foi pra EAMSC” la existem vários tópicos que as meninas dizem o que estão passando e contam as histórias, me identifiquei muito com isso, e ter achado essa comunidade me ajudou MUITO

Li: _ Nem tudo são flores, né?

Ana: Ah, com toda certeza foi a partida dele, me doeu muito o ver entrando naquele ônibus, saber que ele estava indo embora sem data prevista para voltar, foi horrível

Li: _ Como é a família dele?

Ana: Nossa, eles me dão muito apoio. Nossas famílias já se conheciam antes de começarmos namorar, acho até que foi isso que tem me ajudado bastante. Meus pais e até os pais dele me incentivam a esperá-lo, dizem que por mais que agora doa, mais pra frente valerá e muito a pena

Li: Vocês ficam perto?

Ana: Então, até o meio do ano passado nos víamos só de final de semana, porque ele fazia um cursinho preparatório para vestibular a noite e como trabalhava o dia inteiro acabava não dando tempo, mas logo que recebeu a noticia de que era certo que iria para a Marinha ele parou o cursinho e foi onde começamos a nos ver com muita freqüência. A partir daí nos víamos sempre, manhã, tarde, noite, ele chegava até a dormir aqui em casa. Mas o duro está sendo agora, me acostumar com ele tão longe, tão distante, parece que sinto um vazio dentro de mim. Nos primeiros dias passei muito mal sim, não comia (emagreci, 2 kg), não saía nem na calçada, não conseguia me adaptar com o fato de não o ter presente aqui do meu lado todos os dias, só sabia chorar chorar e chorar.Com o passar dos dias eu percebi que isso não ia me levar a nada e muito menos trazê-lo de volta pra mim. Agora tento encarar essa distancia como uma necessidade. Quando ele parte não penso que está indo embora e sim que quando ele voltar a SAUDADE será absurda e aproveitaremos todo o tempo que estivemos longe. Ele embarcou dia 08/01/2009 para Santa Catarina, tínhamos combinado que ele voltaria só agora no carnaval 20/02/2009. Mas quem disse que eu agüentei? Aproveitei que a mãe dele já iria visitá-lo e acabei embarcando junto. Por enquanto essa tem sido a maior e mais dolorosa distância, cerca de dezenove, vinte dias. Mas estou ciente de que essa está sendo “fichinha” perto das outras que virão, tenho de me acostumar, sei que ser namorada de marinheiro não é uma tarefa fácil, RS.

Li: _ Não é nadinha fácil. Mas, a gente aprende bastante a lidar com a situação. O pior é não saber do que acontece ao longe. Você é ciumenta?

Ana: Como disse, eu era MUITO ciumenta, nada de possessivo, mas gosto de cuidar do que é meu. Mas agora com essa distância fica difícil, já imaginou se toda vez que ele sair eu pedir relatório completo? Onde foi? Com quem foi? Que horas saiu? Que horas chegou? Não haverá namoro que agüente, é claro que continuo tendo ciúmes, como todo mundo, mas nada de absurdo. Em uma situação como essa a CONFIANÇA sempre prevalece, eu confio muito nele e sei que jamais faria algo para me magoar.

Olha se eu fosse ligar para TUDO que as pessoas dizem eu estaria perdida, porque da mesma maneira que existem aqueles que te apóiam, também existem aqueles que fazem o favor de te colocar para baixo, sempre tem aquela “amiga” invejosa que sempre quis o que é seu. Pra essas pessoas eu não dou à mínima, porque sei que elas só querem nossa infelicidade, tenho o apoio da minha família, da família dele também, e o principal: eu e ele estamos dispostos a suportar essa distância, então pra que ligar para os comentários “malvados” RS!

Li: _ Você ainda é bem novinha, mas já tem que enfrentar essas situações que nos contou. E já parou para pensar nas transferências?

Ana: Assim, a partir do momento que você mantém uma relação com um milico, você tem de estar ciente que a sua vida jamais será a mesma, se ele quis seguir essa carreira e você o apoiou, pode estar certa de que transferências se tornarão normais na sua vida.

Ele ainda não foi transferido nenhuma vez, mas estou certa de que quando ele for irei acompanhá-lo (se for possível), é a nossa vida. Costumo até usar uma frase que vi no Orkut da Bruninha, sua entrevistada: “Se amar um Marinheiro, terei amado o mundo inteiro” (Clarice Lispector)

Li: _ Você sabia que ele queria virar milico, como foi esse processo?

Ana: Quando nós começamos namorar eu já sabia dessa idéia dele de prestar a prova, mas confesso que nunca levei a sério, achei que ele não fosse aprofundar esse pensamento. Quando fui cair na real já era fato, e eu teria que me acostumar. Claro que fiquei chateada em saber que teríamos de encarar essa tal distância, mas ao mesmo tempo fiquei ORGULHOSA em saber que ele havia conseguido, sabia que a partir daquele momento só poderia/deveria apoiá-lo, pois era o futuro dele que estava em jogo. Jamais passou por minha cabeça pedir para que ele desistisse, era uma decisão dele e como disse, o que estava em jogo era o futuro dele e quem sabe um dia o NOSSO, não caberia a mim dizer à ele o que deveria fazer. Foi difícil, mas ADOREI a idéia de que um dia serei Mulher de um Marinheiro, depois que se passa o sofrimento se torna muito bom.

No começo foi estranho, não imaginava como seria no futuro, mas agora se encaixa perfeitamente. Não o imagino fazendo outra coisa que não seja nessa área. O meu sonho é vê-lo de farda, deve ser LINDO.
Li: A distância fortalece a união ou desgasta?

Ana: Olha no nosso caso, pelo menos por enquanto, só tem fortalecido sabe. Aprendi a confiar mais nele e a ser menos ciumenta, com essa distancia você aprende a dar mais valor no que tem!
Li: Uma frase que resuma o amor de vocês?

Ana: “ A distância entre nós não pode separar, o que sinto por você não vai passar”

Li: _ Uma música tema que lembre vocês.

Ana: Equalize – Pitty. Parece que foi encaixada no nosso namoro
Li: _ Algum filme que você goste e que lembre vocês?

Ana:
Ai existem VÁRIOS, assistimos filmes todos os finais de semana, mas um que se encaixa perfeitamente entre nós dois: A FAMÍLIA DA NOIVA.

Li: _ Que divertido! Esse filme é muito legal. Então, Aninha, qual o recadinho final que quer deixar para as meninas?

Ana: Olha, às vezes eu me surpreendo muito comigo, jamais pensei que um dia passaria por isso, mas as vezes a vida nos prega peça para que possamos observar e dar mais valor aos que nos rodeiam.Tudo aconteceu muito rápido, nos conhecemos, ficamos, começamos namorar, e ele foi embora. Foi onde notei o valor dos pequenos instantes que passávamos juntos, cada minutinho ao lado dele, que hoje fazem MUITA falta, foi onde percebi o quão importante ele é na minha vida. Eu tenho certeza de que jamais terá outra fase em que eu aprenda tanto quanto agora, pode ser que ele nem perceba, mas tem me ajudado muito. Cada gesto dele, cada modo de agir, tem me servido de exemplo. O nosso namoro além de nos fazer bem tem nos feito crescer, tanto eu com ele como ele comigo! Hoje eu já não consigo imaginar minha vida sem ele, te amo muito meu amor.

Eu sei que também estou só no começo dessa fase, mas já deu pra perceber que não será nada fácil. A única coisa que peço é que NÃO desistam, porque apesar das distâncias serem absurdas, o que prevalece é o AMOR, quando esse existe nada mais importa. Eu sei que tem hora que bate aquela insegurança e vontade de jogar tudo pro alto, terminar o namoro e tudo mais, por mais que essa não seja sua verdadeira vontade (confesso que já pensei nisso), mas vocês têm que perceber que isso estará sendo recompensado mais pra frente, e outra coisa, se quase TODAS as outras conseguiram, porque justo você não conseguirá?
Eu jamais pensei que iria passar pelo o que estou passando e muito menos poderia imaginar que iria levar dessa maneira, ta sendo muito difícil sim, mas tenho que ter a ciência de que é para o bem dele e quem sabe um dia para o NOSSO.
Nesse momento só tenho uma certeza: Eu o amo demais e não há nada que faça com que isso mude.